O Amor Pode Dar Certo

 

 

Sabe aqueles filmes açucarados, que podem matar uma pessoa com diabetes? E quando unem esse filme açucarado com uma pessoa com pouco tempo de vida, como no triste ‘Doce Novembro’ ou ‘Antes que o Dia acabe’? Agora imagine esse filme açucarado, onde os dois protagonistas estão prestes a morrer? Pegue o lenço, vem choradeira por aí.

E por mais que o clichê esteja batido, não conseguimos sair do cinema sem a cara de pateta e o pensamento “que filme lindo”. E ‘O amor pode dar certo’, por mais clichê que seja, nos dá essa sensação.

Não é a história que segura o filme, já que ela realmente é chupada de outros filmes do gênero, mas as atuações inspiradas do casal principal junto com uma direção bela de Ed Stone, que capta as paisagens de maneira doce e ingênua.

Quando descobre estar com um câncer terminal, Henry Griffin (Dermot Mulroney) decide viver intensamente o resto de sua vida. Inutilmente, tenta uma reaproximação com a mulher e os filhos, mas acaba largando tudo para viver em um vilarejo distante. Quando assiste a uma aula sobre a morte em uma universidade, Griffin encontra Sarah Phoenix (Amanda Peet), que afetará profundamente seus últimos dias.

Choro vai, Choro vem, e o filme vai caminhando ao final que todos esperamos que aconteça – e já sabemos – pois todos esses filmes acabam igual. Mas ao sair do cinema, você provavelmente vai ficar com aquele gostinho de paixão na boca. Ou pelo menos de overdose de açúcar. Leve o lenço e a insulina.

 

 

Crítica por: Renato MarafonSite Oficial : —

 

 

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Renato Marafon
Criador do CinePOP em 1999 e apaixonado por cinema.

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