Crítica | Ainda Estou Aqui: Romance da Netflix com Joey King mira em Ghost, mas acerta na cafonice

Ainda Estou Aqui até possui boas intenções ao trazer uma abordagem a la amores desafortunados, onde um casal teoricamente perfeito e destinado para a longevidade é separado por uma terrível tragédia. Mas entre as inúmeras e enfadonhas referências a Ghost – Do Outro Lado da Vida e uma trama um tanto piegas, o que poderia ser um fofo e apaixonante romance teen se transforma em quase duas horas de cafonices, melodramas e um clímax exagerado demais para nos importarmos.

E o diretor Arie Posin e o roteirista Marc Klein até possuem boas intenções com o novo original da Netflix. Mas ainda que a dinâmica entre Joey King e Kyle Allen até possua o seu valor, nada no drama romântico é verdadeiramente substancial para fazer com que a trama seja marcante. Com seu primeiro ato se desenvolvendo bem, com bastante dinamismo e momentos que naturalmente levarão o público juvenil a suspirar, o longa se perde ao trazer elementos sobrenaturais exagerados e até mesmo bregas. Tentando se espelhar na fórmula brilhantemente criada por Ghost, o filme não nos convence de sua abordagem espiritualizada e a desenvolve sempre por uma perspectiva mais caricata e absolutamente inverossímil.

Explorando os clichês do gênero de forma cansativa, o drama ainda apresenta uma sidekick bem estereotipada e vazia, cujo efêmero arco é meramente uma demonstração de virtude da cartilha progressista – mas que pouco agrega à trama. Apresentada como uma caricatura, Shannon (Celeste O’Connor) facilmente poderia ser extinguida da narrativa, mediante alguns ajustes de roteiro. Sem qualquer tipo de identificação direta com a audiência, a personagem carrega frases de efeito frequentemente replicadas nos mais recentes filmes teens e embora seja um suposto alívio cômico, a falta de profundidade e de sacadas elaboradas a tornam um estorvo para a protagonista principal.

Trazendo um clímax exagerado e ultra melancólico, Ainda Estou Aqui não consegue ir além da superfície. E embora aborde um tema tão importante, que são as fases do luto, Joey King e sua sofrência passam mais de uma hora no estágio de negação, em um roteiro que anda em círculos a maior parte do tempo – criando memórias excessivas entre o casal, a fim de aumentar o grau de empatia e reconhecimento na audiência. Ainda assim, é inegável que o charme da dupla King-Allen é cativante aos olhos pueris e juvenis. E ainda que não seja o tipo de drama que A Culpa é das Estrelas e O Maravilhoso Agora conseguiram lindamente ser, Ainda Estou Aqui consegue encontrar um lugar aconchegante nos corações mais jovens, embora seja inadvertidamente esquecível.

Notícias

‘Toy Story 5’ estreia na LIDERANÇA das bilheterias nacionais

'Toy Story 5' estreou nesta quinta-feira (18) nos cinemas...

15 Astros que Foram PERFEITOS como super-heróis

Não há como negar que os filmes de super-heróis...

É MUITO RUIM! Conheça os 40 PIORES Filmes de Terror de TODOS os Tempos…

Nada melhor  do que maratonar filmes e séries assustadores...