Crítica | O Exorcista do Papa – Russell Crowe Bem Canastrão em Divertido TERROR

Russell Crowe é um dos rostinhos mais reconhecidos da indústria cinematográfica mundial. O ator neozelandês não lança filme todo ano, saboreando a escolha de cada papel como quem reflete como esses personagens impactarão em sua carreira tanto agora quanto no futuro. Tendo estrelado sucessos como ‘Robin Hood’, ‘Gladiador’ e ‘Uma Mente Brilhante’, Russell está de volta aos cinemas brasileiros a partir dessa semana, com o filme de terrorO Exorcista do Papa’ – e, acredite: você nunca o viu dessa forma.

Gabriele Amorth (Russell Crowe) é um padre italiano que performa exorcismos aonde for chamado pelos sacerdotes locais, o que acaba causando certa rivalidade dentro da igreja católica, uma vez que seus pares acreditam que ele é uma fraude pois não acreditam em possessão demoníaca nem na convivência de demônios entre os seres humanos. Quando Amy (Laurel Marsden), Henry (Peter DeSouza-Feighoney) e a a mãe deles, Julia (Alex Essoe), se mudam dos Estados Unidos para o interior da Espanha por conta de uma igreja herdada pela família, coisas estranhas começam a acontecer ao pequeno Henry, de modo que o padre Esquibel (Daniel Zovatto) se vê em impelido a pedir ajuda a Gabriele, pois desconfia que o que quer que esteja acontecendo está além de suas possibilidades. Ao chegar lá o exorcista percebe que, ao contrário da maioria dos casos com os quais costuma lidar, dessa vez a coisa parece ser séria, e Gabriele precisará descobrir o nome do demônio que está atormentando esta família para poder salvá-los.

Desde a primeira cena Russell Crowe surpreende em ‘O Exorcista do Papa’ – primeiramente por aparecer falando em italiano e em latim (e não são poucas as cenas nessas outras línguas), como também Russell constrói um protagonista bem canastrão, cheio de piadinhas do tio do pavê, que quebram a seriedade do enredo o tempo todo (às vezes até um pouco demais). Isso pode colaborar para o espectador para que tem medo de filmes de terror consiga assistir a esses em perder tanto o sono, pois, apesar da temática, o próprio protagonista ajuda a tirar o peso da história o tempo todo com suas piadas.

Inspirado em eventos reais ocorridos no ano de 1987 o roteiro de Michael Petroni, Evan Spilliotopoulos e R. Dean McCreary constrói uma história que, na prática, não traz nada de novo, mas que é realizada pelo diretor Julius Avery de uma maneira tão divertida, que o filme é simplesmente entretém: dá medo na medida certa, mas sem causar pânico; tem cenas de terror bem gore, com sangue jorrando à distância; a caracterização do demônio funciona dentro do filme, mas não necessariamente dá medo; tudo isso dentro de uma história recheada de clichês, mas que curiosamente teria acontecido de verdade nos bastidores do Vaticano, o que sempre desperta a curiosidade do espectador.

Russell Crowe entrega o que se espera de um bom ator: carrega o seu protagonismo com competência imprimindo característica especial a este papel em particular. Em menos de duas horas de duração e um final surpreendente que requer que o espectador preste atenção, ‘O Exorcista do Papa’ é puro entretenimento e vai agradar tanto aos fãs de terror quanto ao público em geral.

Notícias

‘Sobrenatural 6: Agora Entre Nós’ ultrapassa US$ 150 milhões nas bilheterias mundiais

Sucesso! A sequência 'Sobrenatural: Agora Entre Nós' conseguiu ultrapassar...

‘Barbie 2’ vai acontecer? Produtora da Mattel Studios responde!

Durante sua passagem pelo Toronto Film Festival, Robbie Brenner,...

David Corenswet vive jogador de futebol americano AZARÃO no trailer de ‘Mr. Irrelevant’

A Paramount Pictures divulgou o trailer oficial de 'Mr. Irrelevant', drama...

10 DICAS DE SÉRIES para transformar a noite de casal em um programão

Ter sempre anotado ótimas dicas de séries para assistir...

‘Tudo em Família’ ganhará SEQUÊNCIA com Claire Danes e Rachel McAdams

A Searchlight Pictures anunciou recentemente que a clássica comédia dramática...
Janda Montenegro
Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.