A vida de um artista não é nada fácil – e, para mostrar um pouco dessa caminhada, chegou ao Prime Video A Isca, divertida série que encontra muitas camadas, gerando reflexões para todos os lados. Criada e protagonizada pelo ator Riz Ahmed, a deliciosa narrativa nos guia até vários pontos de Londres sob a perspectiva de um homem descendente de paquistaneses, que se depara com um conflito atrás do outro em busca de reconhecimento.
Imagina você ser um artista com pouco incentivo de seus familiares, devendo tudo que pode, e, de repente, surge no seu colo uma oportunidade única: conseguir um dos mais desejados papéis do cinema. Essa premissa é ótima e o desenvolvimento acompanha as expectativas do primeiro ao último episódio, evoluindo para o campo familiar, amoroso e profissional, com um ritmo acelerado e mantendo a fluidez. É aquele tipo de série que não paramos até terminar!

Shah Latif (Riz Ahmed) é um ator que vive endividado e possui diversas questões com sua família. Um dia, surge a chance de sua vida: um teste para ser o novo James Bond. A questão é que, ao mesmo tempo, sua vida pessoal parece virar de cabeça pra baixo, com uma série de situações conflituosas que resolvem aparecer todas as mesmo tempo justamente nesse momento importante de sua carreira.

O roteiro, cheio de metáforas e parábolas, expõe de muitas formas o estado emocional de um personagem – que vai do sentido moral ao comportamento -, nos convida para uma aventura repleta de simbolismos que conecta o pessoal ao profissional. É impressionante como os paralelos com a realidade, principalmente as críticas sociais, são bem encaixadas em uma trama mirabolante, mas com um norte definido.

Explorando com ação, leveza e bom humor – sem deixar de sugerir reflexões – o caráter multicultural londrino e suas diferentes formas de entender o mundo, além de trazer a importante questão da identidade e representatividade, essa série curtinha, de seis episódios com menos de 30 minutos, nos conduz para os entrelaços na vida de um protagonista com sede de sucesso, que revê o passado de forma conflituosa em seu presente.


