POLÊMICA! Festival de Tribeca anuncia exibição de ‘Dreams of Violets’, filme TOTALMENTE gerado por IA

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Polêmicas no mundo do cinema!

Segundo a Variety, a organização do Festival de Tribeca deste ano anunciou a estreia mundial de ‘Dreams of Violets’, filme que retrata a resistência civil iraniana e que foi totalmente gerado por inteligência artificial através do estúdio Fountain 0.

O anúncio marca a primeira vez em que um longa-metragem live-action gerado por IA é aceito em um festival de cinema de grande renome, como revela a companhia.

O filme, que estreará em 10 de junho, funciona como um docudrama de 75 minutos inspirado nos protestos que tomaram Teerã em janeiro, e destaca cinco iranianos que se encontram em um beco da cidade antes de serem executados, tudo testemunhado de uma janela por Amir, um menino de 10 anos com paralisia cerebral. Os confrontos refletem os protestos reais entre as autoridades iranianas e civis, que deixaram pelo menos 7.000 mortos e mais de 50.000 presos, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.

O diretor Ash Koosha, que nasceu no Teerã, afirmou em comunicado que o projeto começou a ser desenvolvido assim que leu reportagens sobre o massacre. Ele queria criar um filme com foco no ser humano, mas, sem ter acesso a uma equipe, atores ou ao próprio Irã, optou por usar inteligência artificial.

O longa-metragem custou cerca de US$2.000 para ser produzido, segundo a Fountain 0.

‘Dreams of Violets’ levou três meses para ser finalizado e foi construído inteiramente com ferramentas como a IA Kling para geração de vídeo, a IA Claude da Anthropic para edição de linguagem, o Gemini e o Nanobanana do Google para pesquisa e imagens, além da tecnologia própria da Fountain 0 para enquadramento e precisão de quadros. O filme “não foi um exercício tecnológico”, disse Koosha, mas uma tentativa de “criar um filme memorial para um evento que aconteceu atrás de um muro que não posso atravessar”.

“Entendo que um filme gerado por IA sobre pessoas que realmente morreram levanta questões difíceis”, disse ele em um comunicado oficial. “Pensei nessas questões a cada minuto de cada dia em que trabalhei neste filme. Minha resposta é que a alternativa — o silêncio, o esquecimento, o resultado preferido do regime — é pior. O filme existe porque os mortos merecem ser vistos e porque as famílias dentro do Irã, que não podem falar, merecem alguém de fora que se recuse a esquecer”.

Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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