O cinema nacional perdeu um de seus maiores nomes. O cineasta, jornalista e gestor cultural Orlando Senna faleceu nesta terça-feira (9/6), aos 86 anos. Reconhecido internacionalmente por seu trabalho no clássico ‘Iracema: Uma Transa Amazônica’ (1974), ele se consolidou como uma das figuras mais importantes e influentes da história do audiovisual brasileiro.
De acordo com o Metrópoles, a morte foi confirmada por sua sobrinha, Indra Rocha, em uma homenagem compartilhada nas redes sociais:
“É com imensa tristeza que comunico o falecimento do meu querido tio, Orlando Senna. Um homem que dedicou sua vida à arte, à cultura, à liberdade e à construção de um mundo mais humano e sensível. Um homem que com sua imensa generosidade, abriu portas para mim e para tantas outras pessoas, sempre incentivando, acolhendo e criando conexões com nossos sonhos”, escreveu.
Nascido na Bahia, Orlando Senna iniciou sua trajetória no cinema no início da década de 1960, atuando como assistente de direção de Roberto Pires no longa ‘Tocaia no Asfalto’ (1962). Multi-talentoso, ele também trabalhou expressivamente como crítico de cinema, roteirista e diretor de teatro, além de lecionar na Escola de Teatro de Salvador e colaborar com o Centro Popular de Cultura (CPC).
Sua estreia oficial como diretor de longas-metragens aconteceu em 1969, com o filme ‘A Construção da Morte’.
Além de sua vasta e premiada produção artística, Senna teve um papel fundamental na estruturação das políticas públicas para o setor cultural do país:
- 2002: Atuou como subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
- 2003: Assumiu o comando da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), durante a gestão do ministro Gilberto Gil, onde liderou projetos de fomento ao cinema nacional.
- 2007 – 2008: Ocupou a direção-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), sendo uma das peças-chave no desenvolvimento e na criação da TV Brasil.
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