A Netflix negou oficialmente os rumores de que estaria interessada em adquirir a Lionsgate Studios. Os boatos ganharam força no mercado após a gigante do streaming desistir de comprar a Warner Bros., logo após uma disputa com a Paramount.
Conforme publicado pelo The Hollywood Reporter, um porta-voz da plataforma desmentiu as especulações de forma categórica, afirmando que a Netflix não tem interesse e não está buscando comprar a Lionsgate.
A Lionsgate se separou da Starz em maio de 2025, transformando ambas as empresas em potenciais alvos de aquisição. Há anos o estúdio era visto como um “agente livre” na indústria do entretenimento, e a separação estratégica buscava justamente aumentar sua flexibilidade e seu valor de mercado.
A tática deu resultado: as ações da Lionsgate Studios, que eram negociadas por cerca de US$ 6 na época da cisão, chegaram a encerrar o dia acima de US$ 16. No entanto, logo após a negativa da Netflix, os papéis recuaram cerca de 3,5% nas negociações após o fechamento do mercado.
Embora o CEO da Lionsgate, Jon Feltheimer, já tenha reconhecido que o estúdio não possui a mesma escala dos grandes conglomerados de Hollywood, a empresa detém propriedades intelectuais valiosas, como as franquias ‘John Wick’ e ‘Jogos Vorazes’, além de uma sólida produção para o cinema e para a televisão.
Segundo analistas de Wall Street, a Lionsgate sempre esteve disposta a ser vendida pelo preço certo. O grande problema é que, em negociações anteriores, o valor pedido frequentemente superava o que o mercado estava disposto a pagar.
Enquanto isso, investidores seguem atentos aos próximos movimentos de consolidação na indústria do entretenimento. Apesar de negar o interesse na Lionsgate, a Netflix também já afirmou publicamente que não pretende adquirir a IMAX Corporation nem a Roku.
Por outro lado, fontes do mercado indicam que a Netflix poderia ter interesse na Sony Pictures Entertainment caso ela fosse colocada à venda. No entanto, tanto a Sony Pictures quanto sua controladora, a Sony Group Corporation, reforçam que o estúdio não está disponível para negociação.
Esse movimento faz parte de uma tendência maior, já que nos últimos anos a indústria tem vivido uma forte onda de fusões e aquisições.




