As 10 Melhores Músicas Internacionais de 2026 (Até Agora)

Estamos no meio do ano – e isso significa que está na hora de relembrar o que o mundo da música vem nos entregando de melhores nestes últimos seis meses com nossa costumeira lista das dez melhores canções internacionais de 2026 (até agora).

Desde janeiro, nomes como Charli XCX voltaram ao cenário musical com o lançamento da agressiva “Rock Music”, enquanto Harry Styles causou grande impacto com o lead single de ‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’, “Aperture”. Como se não bastasse, Lady Gaga e Madonna trouxeram o melhor do pop à tona com incursões infundidas pelo dance e pelo disco, enquanto a banda de hard rock The Pretty Reckless nos alimentou com várias faixas que precedem o aguardado ‘Dear God’.

Confira abaixo a nossa lista e conte para nós qual a sua favorita ou qual deixamos e fora:

10. “I FEEL SO FREE”, Madonna

Depois de sete anos, Madonna finalmente está voltando ao mundo da música com o lançamento do aguardado ‘Confessions II’, que dá continuidade ao lendário e aclamado ‘Confessions on a Dance Floor’. E, antes de lançar o lead single “Bring Your Love” ao lado de Sabrina Carpenter, a rainha do pop deu início a essa nova era com “I Feel So Free”, uma ótima faixa que serviu para reiterar uma carreira marcada por revoluções estéticas e musicais que são emuladas até hoje. Movendo-se em seu próprio ritmo e em uma indesculpável defesa da libertação e do empoderamento, a vibrante e elétrica infusão de disco, dance e EDM é um convite às pistas de dança e ao prazer em sua forma mais pura.

9. “DEVIL YOU KNOW”, Maya Hawke

Aliando-se a Christian Lee Hutson e Benjamin Lazar Davis, Maya Hawke deu vida a “Devil You Know”, do álbum ‘MAITREYA CORSO’ – uma faixa que promove o encontro entre diversos artistas que sempre se mostraram dispostos a “remar contra a maré”: seja com os filtros vocais que robotizam o refrão, seja com uma melódica verborragia que se estende por pouco mais de três minutos, Hawke demonstra apreço pelas conhecidas incursões de Fiona Apple, em especial com a magnum opus ‘Fetch the Bolt Cutters’, explorando altos e baixos que, a princípio, se espalham profusamente. Porém, à medida que compreendemos as mensagens que os irruptivos versos escondem, tudo fica mais claro.

8. “SHAPE OF A WOMAN”, Lady Gaga

“Shape of a Woman”, música de Lady Gaga que integra a trilha sonora de ‘O Diabo Veste Prada 2’, estende-se por três minutos e meio de puro hedonismo instrumental e nos leva para os anos 1980 em uma convergência de dance-pop, nu-disco e soul que nutrem de similaridades com as incursões da artista em seu mais recente álbum de estúdio, o aclamado ‘MAYHEM’. À medida que transforma uma conhecida narrativa de enlace romântico e sensual em uma despojada e despretensiosa metáfora para as passarelas que dominam a estrutura do filme, a artista se rende a vocais cristalinos que combinam com o expressivo arranjo de cordas, bateria e sintetizadores.

7. “DRY SPELL”, Kacey Musgraves

Kacey Musgraves sempre teve uma forma muito única e peculiar de enxergar o mundo, imprimindo essa visão em cada um de seus álbuns, desde o vencedor do Grammy ‘Golden Hour’ até o subestimado ‘Star-Crossed’. E, para dar início a ‘Middle of Nowhere’, seu mais recente álbum de estúdio, a artista nos encantou com a despojada e hilária narrativa sexual de “Dry Spell”, que a trouxe ao topo do jogo com uma sardônica lírica movida pelas conhecidas notas do country e do country-pop.

6. “ROCK MUSIC”, Charli XCX

Depois de ser escalada para trabalhar na trilha sonora do remake de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ com o compilado de originais ‘Wuthering Heights’, Charli XCX mostrou que estava pronta para embarcar em sua próxima era fonográfica, arriscando-se em um cenário diferente do que já esquadrinhara, mas sem abandonar os maneirismos pelos quais seus fãs se apaixonaram. E foi assim que surgiu “Rock Music”, uma música que entrega exatamente o que o título promete: um pulsante e irruptivo electro-rock que é acompanhado pelo conhecido exagero dos sintetizadores e por agressivos riffs em um experimento sonoro que soa propositalmente autoconsciente.

5. “I RIDE”, Jessie Ware

“I Ride” é exatamente o que esperamos de uma artista do calibre de Jessie Ware – uma celebração hedonista da vida, do prazer e da arte como motor de escape. Mergulhando sem pensar duas vezes nos nostálgicos tropos do disco-pop e do dance-pop, a performer constrói uma ponte que une passado e presente no mesmo lugar, não apenas erguendo um monumento testamentário que puxa elementos de cada uma de suas eras anteriores, com destaque aos discos mencionados nos parágrafos acima, mas um encontro explosivo entre cinema e música que honra a memória de Ennio Morricone com uma interpolação da icônica trilha de ‘Três Homens e um Conflito’.

4. “APERTURE”, Harry Styles

Pincelado por um filtro robótico e nostálgico, “Aperture” apresenta um enredo já explorado ao longo da carreira de Harry Styles, infundindo-nos em uma narrativa com tons românticos e, ao mesmo tempo, melancólicos – colocando um toque de realismo em uma espécie de conto de fadas contemporâneo que não deixa de fora os altos e baixos de um relacionamento. Ao encontrar o significado de um amor que, assim como ele, se mostra mais amadurecido, o artista liberta-se para descobrir uma felicidade verdadeira e permanente, refletindo a escolha pungente de um arranjo instrumental cíclico e, ao mesmo tempo, satisfatório.

3. “DEAR GOD”, The Pretty Reckless

A epopeica produção de “Dear God”, que dá nome ao novo álbum da banda The Pretty Reckless, navega pela sutileza do blues rock e conta com uma equilibrada amálgama de bateria, piano, baixo e guitarra – que logo dá espaço a uma sinestésica atmosfera sombria e taciturna – deixando a conhecida melancolia irônica do grupo para trás e trazendo uma inesperada introspecção a seu catálogo. Taylor Momsen, responsável não apenas pela potente e visceral entrega vocal, como pelos versos e pela produção, sabe muito bem o que está fazendo e trabalha ao lado de Ben Phillips e Jonathan Wyman para oferecer a seus fãs uma celebração do post-grunge, do doom metal e do hard rock.

2. “WHITE FEATHER HAWK TAIL DEER HUNTER”, Lana Del Rey

Encabeçada por Lana Del Rey, “White Feather Hawk Tail Deer Hunter” traz certas semelhanças com outras obras-primas experimentais assinadas pela artista, como “A&W”“Arcadia” – mas não no tocante à temática explorada ou à construção instrumental, e sim às ousadias a que a performer se lança ao lado de Jack AntonoffDrew Erickson. O single explora, de maneira ácida e inebriante, a situação em que ela se encontra, singrando pelos opressivos holofotes que insistem em encontrar controvérsias em seu casamento com Jeremy Dufrene – recusando-se a fazer o óbvio e deixando que as impecáveis metáforas falem por si próprias.

1. “THE CURE”, Olivia Rodrigo

“the cure” é uma sinestésica e pungente balada alt-rock que volta a colocar Olivia Rodrigo como uma das melhores no que faz. O segundo single do álbum ‘you seem pretty sad for a girl so in love’ é um lembrete de que, por mais que esteja atrelada aos temas que explorou em incursões predecessoras, Olivia tem uma capacidade incrível de nunca se valer de comentários maniqueístas sobre a complexidade do amor e do trauma – aproveitando o espaço para trazer referências a Foo Fighters e Smashing Pumpkins em uma viagem de volta aos anos 1990.

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.