Mesmo com personagens como Economos e Harcourt aparecendo em diferentes produções do antigo universo DC — como Adão Negro, Shazam! e Pacificador — o diretor James Gunn deixou claro que esses filmes não fazem parte do novo DCU que ele está construindo.
Gunn foi categórico:
“Eles não são canônicos! Eu os odeio!”, afirmou, referindo-se diretamente aos longas protagonizados por Dwayne Johnson e Zachary Levi.
Segundo o cineasta, mesmo que alguns elementos e personagens sejam reutilizados ou façam aparições cruzadas, isso não significa que os eventos de ‘Adão Negro’ e ‘Shazam!’ serão levados em consideração na nova continuidade do universo DC.
“Há certas coisas do universo antigo às quais nos referimos nos novos filmes, mas até então, elas não são canônicas”, explicou Gunn.
A declaração também evidencia a ruptura definitiva com tentativas passadas de construção de um universo interconectado — e pode explicar o distanciamento criativo entre ‘Adão Negro’ e o restante das produções da antiga DC Films, especialmente após os conflitos de bastidores envolvendo Dwayne Johnson.
Vale lembrar que Gunn pode estar com os dias contados como co-CEO da DC Studios.
De acordo com o The Hollywood Reporter, a possibilidade de uma saída precoce ganhou força após o fracasso de ‘Supergirl’. Os bastidores da produção teriam sido marcados por problemas criativos, levantando dúvidas no mercado sobre a capacidade de Gunn de exercer um papel de liderança centralizado semelhante ao de Kevin Feige na Marvel.
A reportagem trouxe à tona detalhes cruciais sobre a gestão do estúdio. Os contratos de James Gunn e do co-CEO Peter Safran expiram entre o fim de 2026 e abril de 2027.
Embora uma mudança imediata seja improvável, o futuro da dupla à frente da marca dependerá fortemente do desempenho comercial de seus próximos lançamentos, como ‘Cara de Barro’ e ‘Superman: Homem do Amanhã’.
De acordo com o artigo, a exposição pública de Gunn agrava a situação:
“O fracasso de Supergirl coloca Gunn sob um intenso escrutínio, já que ele se posicionou como o rosto da empresa de uma forma que nenhum outro chefe de estúdio havia feito antes, graças à sua intensa presença nas redes sociais e às frequentes declarações sobre controle de qualidade”, escreveu.
Outro elemento que pode redesenhar o futuro da DC Studios é a planejada aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, comandada por David Ellison.
