Escolhemos os MELHORES álbuns de Madonna, a eterna rainha do pop

Madonna começou sua carreira em 1983 com o lançamento de seu disco homônimo – dando início a uma das discografias mais memoráveis, consumidas e elogiadas de todos os tempos.

Sagrando-se a rainha do pop em meio a incontáveis revoluções e inovações estéticas e sonoras, que inclusive lhe cunharam o apelido de “camaleão da música”, a cantora, compositora e produtora sempre fez o que bem entendeu, ousando em diversas esferas para garantir que seu legado fosse eternizado no cenário do entretenimento.

Neste ano, Madonna fez seu aguardado retorno ao mundo da música com o lançamento de Confessions II, seu primeiro compilado de originais em sete anos e seu melhor álbum em mais de duas décadas, reclamando uma incontestável coroa e presenteando seus fãs com um dos melhores discos da década.

Pensando nisso e celebrando o mais recente projeto da rainha do pop, preparamos uma breve lista selecionando seus sete melhores álbuns.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:

7. CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR (2005)

Confessions on a Dance Floor é, sem sombra de dúvida, um dos álbuns mais influentes do século e responsável por trazer o EDM e o dance de volta ao mainstream – além de ter servido de base para diversas artistas que exploraram os gêneros nos anos seguintes, incluindo Lady Gaga, Britney Spears e Beyoncé. Facilmente uma das “bíblias do pop”, o décimo álbum de estúdio de Madonna envelheceu como uma boa garrafa de vinho, eternizado por hits como “Hung Up” e “Sorry”, e dando origem a uma sequência espiritual que foi lançada este ano.

6. BEDTIME STORIES (1994)

Com Bedtime Stories, Madonna se afastou das costumeiras investidas de seus álbuns anteriores e abriu espaço para incursões intimistas e bastante pessoas do R&B que incluíram colaborações inesperadas e infalíveis – principalmente partindo de uma performer que não tinha medo de explorações grandiosas e arriscadas. No geral, a poderosa lírica é mascarada com uma espécie de dream-pop fabulesco que cria pequenos universos independentes e que, em uma simbiose fônica, unem-se uns aos outros em confissões declamatórias e críticas que nos envolvem ao longo de quase uma hora.

5. CONFESSIONS II (2026)

Depois de alguns projetos que passaram longe de agradar aos ouvintes – e aqui me refiro ao quarteto composto por ‘Hard Candy’, ‘MDNA’, ‘Rebel Heart’ e ‘Madame X’ -, Madonna tomou um tempo necessário que a preparou para um triunfal e glorioso comeback com Confessions II. Ampliando a estética hedonista e escapista explorada mais de vinte anos atrás com Confessions on a Dance Floor, o mais recente compilado de originais da rainha do pop une passado e presente em uma espetacular narrativa que singra entre a libertação e a nostalgia, superando seu álbum-irmão com um exímio amadurecimento e com algumas das melhores canções da carreira da popstar.

4. TRUE BLUE (1986)

True Blue eternizou Madonna como a superestrela como a conhecemos hoje e, quarenta anos depois de seu lançamento, permanece como um suprassumo do pop dos anos 1980 e das décadas que sucederam seu lançamento, ainda mais considerando o modo como o álbum estendeu suas ramificações para outras artistas. Através de conjecturas implícitas e explícitas que permeavam não apenas as letras, mas também os memoráveis videoclipes, Madonna criticou estereótipos de gênero, reafirmou o alter-ego de tomboy que utilizava desde o início da década e causou um impacto cultural denso com análises sobre a prática voyeur e o multiculturalismo.

3. EROTICA (1992)

Quando Madonna lançou Erotica em 1992, ela sabia muito bem o que estava fazendo: ao utilizar a plataforma que havia merecidamente conquistado, a performer promoveu uma revolução estética não apenas em sua carreira, mas no misógino mundo do entretenimento que insistia em ditar o comportamento das mulheres. Não é surpresa que o álbum foi taxado de despudorado pelos críticos mais conservadores, apenas reafirmando seu caráter inovador e radical – explorando o prazer e quebrando tabus sexuais através de canções como “Deeper and Deeper” e “Bad Girl”.

2. LIKE A PRAYER (1989)

Madonna nunca deixou de nos encantar com cada uma de suas eras – e encontrou um ápice magnífico com o fabuloso compilado Like a Prayer. Lançado em 1989 e contando com inúmeros sucessos de crítica e de público, incluindo a faixa-título, “Express Yourself” e “Cherish”, o irretocável disco é uma celebração do pop como forma de arte e ajudou a firmar a imagem camaleônica e esplendorosa de uma das maiores musicistas de todos os tempos – mergulhando em um imaculado universo que misturou empoderamento com introspecção da forma mais admirável possível.

1. RAY OF LIGHT (1998)

Em 1998, Madonna entregou mais uma obra-prima de sua invejável carreira com o espetacular Ray of Light. Aliando-se a William Orbit, um dos maiores produtores de todos os tempos, a rainha do pop não apenas popularizou a música eletrônica nos Estados Unidos, como embarcou em uma jornada espiritual e muito amadurecida que seria emulada por basicamente qualquer artista que mergulhasse nesse escopo – fundindo elementos da kabbala e do IDM para construir uma atmosfera narcótica e sinestésica pautada na frágil linha que separa a melancolia da libertação.

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.