Nick Reiner, filho do cineasta Rob Reiner e da produtora Michele Reiner, foi formalmente indiciado pela Justiça dos Estados Unidos pelo assassinato dos pais. A decisão do grande júri atende a um movimento dos promotores para acelerar o processo e levar o caso diretamente a julgamento.
Conforme a Variety, Reiner, de 32 anos, permanece preso sem direito a fiança desde dezembro do ano passado, quando os corpos de seus pais foram encontrados na residência da família, no bairro de Brentwood, em Los Angeles.
Inicialmente, ele respondia por duas acusações de homicídio com a circunstância especial de múltiplos assassinatos, o que torna o caso passível de pena de morte ou prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
O novo indiciamento do grande júri, apresentado em 20 de julho e tornado público nesta quarta-feira, acrescentou uma segunda circunstância especial: emboscada, relacionada à alegação de que o acusado teria aguardado as vítimas para cometer os crimes.
Nick Reiner declarou-se inocente das acusações revisadas durante a audiência.
Com o indiciamento direto pelo grande júri, a Promotoria ignora a necessidade de apresentar provas em uma audiência preliminar, encurtando o caminho até o julgamento. Embora a data do júri ainda não tenha sido definida, Reiner tem uma audiência pré-julgamento agendada para 15 de setembro.
Em comunicado oficial, o promotor distrital Nathan Hochman lamentou a tragédia e destacou o avanço do processo: “Esta foi uma profunda traição por parte de alguém que era amado e em quem confiavam as próprias pessoas que ele é acusado de matar. Esperamos que, com o grande júri apresentando um indiciamento neste caso, isso nos aproxime um passo do julgamento e da obtenção de justiça”.
Atualmente representado por um defensor público, Nick Reiner tenta obter recursos para contratar uma defesa particular. Em junho, advogados atuando em seu nome solicitaram à Justiça a liberação de US$ 1,5 milhão de uma conta de trust (fundo fiduciário) da família. O valor seria destinado à recontratação do advogado criminalista Alan Jackson, que o defendeu brevemente no início do caso.
Na petição submetida ao tribunal de sucessões, a defesa argumenta o abalo do acusado: “Nick amava seus pais e está devastado por suas mortes”.
A audiência para analisar a liberação dos fundos do trust está marcada para esta sexta-feira.



