‘Monstros’ (Monster), a aclamada série de Ryan Murphy e Ian Brennan em parceria com a Netflix, chega em breve ao catálogo com um novo capítulo sombrio. Desta vez, a produção focará na história de Lizzie Borden, a infame figura acusada dos assassinatos a machado em 1892.
O próximo ciclo promete explorar o impacto de Borden na percepção de outras assassinas, assim como a temporada focada em Ed Gein se aprofundou no impacto cultural do serial killer.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Ryan Murphy explicou a escolha do caso e revelou sua conexão pessoal com o tema:
“Acho essa série, que faço com Ian Brennan, muito interessante porque você sabe que, não importa o que faça, ela será controversa. Isso já está embutido na proposta. Sempre me interessa não glorificar esses personagens, mas a franquia Monster trata de uma única questão: os monstros são criados ou nascem assim?
No caso de Lizzie Borden, tenho uma conexão muito profunda com essa história. Quando eu estava no jardim de infância, ganhei o primeiro lugar cantando a cantiga infantil de Lizzie Borden [“Lizzie Borden pegou um machado…”] em uma competição de coral, se é que você pode acreditar. Foi a primeira coisa que ganhei na vida. Então, cresci ouvindo essa cantiga. Sou do Meio-Oeste dos Estados Unidos. Achava que todo mundo conhecia essa cantiga, mas não conheciam.
Gosto de investigar essa história porque, de muitas maneiras, podemos analisar o que ela aborda sobre as mulheres e a sociedade, e isso tem muito a ver com os dias de hoje. É uma história muito moderna. A história de Lizzie Borden é: ela fez isso ou não fez? Existem muitas teorias. Mas acho que isso se conecta à América vitoriana e à ideia de: ‘Por que não posso fazer isso? Por que meus pais não conseguem me entender?’. Acho que todo adolescente, homem ou mulher, sabe o que é isso. E eu penso: “Por que não podemos escrever sobre isso?”, explicou.
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Apesar de ter Lizzie Borden como eixo principal, Murphy revelou que a temporada funcionará como uma antologia expandida sobre mulheres contra o sistema, reunindo três figuras históricas marcantes:
“É uma temporada interessante porque é a história de Lizzie Borden, mas também há outras “assassinas” que sempre tive interesse em explorar. Sempre quis fazer algo sobre Aileen Wuornos. Também sempre quis fazer algo sobre a Condessa Elizabeth Báthory, que serviu de inspiração para a criação de Drácula. Então, estamos meio que criando uma fantasia sobre mulheres contra o sistema, e a questão não é exatamente o que elas fizeram, mas sim: o que as levou a fazer isso? Por que fizeram isso, caso realmente tenham feito? É disso que a série trata. E ela tem três grandes “monstros” por trás da história: Lizzie Borden [interpretada por Ella Beatty], Aileen Wuornos e Elizabeth Báthory.
Vicky Krieps interpreta Báthory e também a empregada. Ela faz dois papéis. E, quando eu estava trabalhando no projeto, havia apenas uma atriz que eu achava que poderia interpretar Wuornos, e era Sarah Paulson. Eu disse a ela: ‘Tenho este projeto’, e ela respondeu: ‘Ah, meu Deus’. Então, ela leu o roteiro e disse: ‘Vai ser difícil, mas eu vou fazer’.
Eu amo essa temporada. Sarah Adina Smith, que dirigiu muitos dos episódios, é uma diretora maravilhosa e vou trabalhar com ela novamente em breve em outro projeto. Achei muito interessante explorar temas que são tão atuais”, acrescentou.
A nova temporada estreia no dia 17 de setembro.

Confira quem é quem no elenco principal:
- Ella Beatty como Lizzie Borden.
- Charlie Hunnam como Andrew Borden (o pai).
- Rebecca Hall como a madrasta.
- Billie Lourd como a irmã.
- Joey Pollari como o tio.
- Jessica Barden como a melhor amiga de Lizzie.
- Vicky Krieps como Elizabeth Báthory e a empregada da família.
- Sarah Paulson como a notória serial killer Aileen Wuornos.
Lizzie Borden foi julgada e absolvida dos assassinatos em Fall River, Massachusetts, e o mistério em torno do caso permanece vivo na cultura popular americana até os dias de hoje.



