O cinema não é conhecido pela alcunha de sétima arte por qualquer motivo – visto que reúne todas as outras em um único lugar, incluindo a música.
E, quando pensamos em longas-metragens, a trilha sonora é, sem sombra de dúvida, um dos motores que guiam o público através de potentes e emocionantes narrativas.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando dez trilhas sonoras que você precisa ouvir.
Veja abaixo as nossas escolhas:
O MÁGICO DE OZ (1939)

Judy Garland teve seu grande momento ao interpretar Dorothy na revolucionária adaptação de ‘O Mágico de Oz’; entretanto, para além de sua performance, ela foi guiada por uma trilha sonora irretocável, que começa com a melódica declamação coming-of-age “Somewhere Over the Rainbow” e que trilha um caminho borbulhante com lullabies teatrais, momentos de pura tensão e um épico e emocionante desfecho.
MARY POPPINS (1964)

‘Mary Poppins’ carrega consigo um legado imensurável que ainda o coloca como um dos melhores longas-metragens dos estúdios Walt Disney. Baseado no romance homônimo de P.L. Travers, a história da encantada e austera babá ganhou o mundo e até hoje é redescoberto por fãs de clássicos – que não pensam duas vezes antes de arriscar a cantoria em “Supercalifragilisticexpialidocious” ou na solene “Chim Chim Cher-ee”, que ganharam inúmeras versões com o passar dos anos.
GREASE: NOS TEMPOS DA BRILHANTINA (1978)

“Tell me more, tell me more” é um dos versos mais conhecidos do cinema e não é por menos: a cativante letra é parte de “Summer Nights”, um dos carros-chefes de ‘Grease: Nos Tempos da Brilhantina’. O romance musical, que conta a história de amor entre o líder de uma gangue juvenil e uma estudante inocente na Califórnia dos anos 1950 imortalizou as vozes de Olivia Newton-John e John Travolta em dançantes e enérgicas rendições que incluem também “You’re the One that I Want” e “Look at Me, I’m Sandra Dee”.
O REI LEÃO (1994)

Facilmente a animação mais adorada por muitas pessoas, ‘O Rei Leão’ afastou-se da orquestra clássica de outras produções da Casa Mouse e apresentou uma relevante e necessária exploração da cultura africana com a utilização de elementos imediatamente reconhecíveis – fosse nos poderosos vocais de Lebo M. e Mbongheni Ngema (que inclusive retornaram para o remake de 2019), fosse no ressonante instrumental dos batuques e dos tambores arquitetado com tanto esmero por Hans Zimmer.
CHICAGO (2002)

‘Chicago’ é um dos melhores musicais já feito na história – e também uma das melhores adaptações das últimas décadas. Vencedor de seis estatuetas do Oscar, as atuações impecáveis de Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e Richard Gere não são o único elemento que nos envolve; afinal, temos também a icônica trilha sonora infundida com instrumentais clássicos do jazz e do blues dos anos 1940 – que deram vida a canções como “Cell Block Tango” e “All That Jazz”.
MARIA ANTONIETA (2006)

Com uma atmosfera movida a batidas eletrônicas e ao poder sonoro da guitarra, a trilha sonora de ‘Maria Antonieta’ é um complemente muito bem-vindo à sua proposital e anacrônica construção narrativa. Seguindo os passos de obras anteriores de Sofia Coppola, o respaldo musical oscila do new wave até o post-punk – e não pensa duas vezes antes de banhar-se em escolhas deliciosamente bizarras, estranhas e inesperadas.
CORALINE E O MUNDO SECRETO (2009)

Os estúdios Laika são responsáveis por animações que beiram a perfeição estética e que resgatam o gostinho nostálgico dos stop-motion. É claro que ‘Coraline e o Mundo Secreto’ não ficaria fora do suprassumo do gênero, tendo apavorado diversas crianças por sua visceral e fantástica narrativa e por uma trilha sonora tétrica, amargamente repetitiva, onírica e inebriante por todos os motivos certos – auxiliando a nos carregar ao longo de reviravoltas chocantes e acontecimentos arrepiantes.
EM RITMO DE FUGA (2017)

A trilha sonora de ‘Em Ritmo de Fuga’ fornece um novo significado ao conceito de mixtape: diferente de outras utilizações da música na indústria cinematográfica, o diretor Edgar Wright optou por imprimir conhecidas e memoráveis canções em um espectro diegético, ou seja, integrado à própria narrativa e transformada em um personagem invisível. Dentre os vários ícones da esfera fonográfica, temos a presença de Sky Ferreira, Queen, Golden Earring – além de fazer um aceno a James Gunn (que fez a mesma coisa com ‘Guardiões da Galáxia’.
NASCE UMA ESTRELA (2018)

Lady Gaga tornou-se um dos grandes ícones do pop com sua estreia em 2008, mas a lenda da música nos mostrou um lado mais pessoal e intimista ao produzir e compor a trilha sonora de ‘Nasce Uma Estrela’. O remake de levou para casa inúmeros prêmios, grande parte pelo hit “Shallow” (que ultrapassou todas as expectativas e alcançou o patamar de canção mais premiada da história), além de nos encantar com baladas (“Always Remember Us This Way” e “I’ll Never Love Again”) e certas tracks escondidas que mereciam mais atenção (“Diggin’ My Grave”, por exemplo).
AVES DE RAPINA (2019)

Sete anos depois de ter chegado aos cinemas, ‘Aves de Rapina’ já alcançou o status de um dos filmes mais subestimados dos últimos anos – representando uma sólida entrada ao agora extinto DCEU que merecia mais reconhecimento do que tem. E isso não se deve apenas ao projeto cinematográfico, mas à espetacular e vibrante soundtrack que conta com nomes incríveis, desde Doja Cat encabeçando a sólida “Boss Bitch” até Charlotte Lawrence brilhar com a nostálgica “Joke’s On You” – e não é surpresa que o álbum tenha integrado nossa lista de Melhores do Ano em 2019.

