[ANTES DE COMEÇAR A ANÁLISE, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS]
Se você ainda não assistiu o segundo episódio de Monarch – Legado de Monstros, evite esta matéria, pois ela contém spoilers
Depois da introdução dos personagens da série no primeiro episódio, o segundo capítulo foca em uni-los. A estrutura segue a mesma do anterior, com a série se dividindo em dois núcleos: o dos anos 50 e o de 2015. É realmente curioso ver como o trio da década de 1950 parece ser o protagonista do show, mesmo sabendo que provavelmente será a história de 2015 que fará a trama girar.
Primeiras impressões | ‘Monarch – Legado de Monstros’ expande e conecta o ‘Monsterverse’
A estética dos anos 50 remonta ao visual retrô de Kong: A Ilha da Caveira (2017) e o carisma rola solto entre Wyatt Russell, Mari Yamamoto e Anders Holm. Essa história dos primórdios da Monarch sendo contada por meio da ótica deles é incrível, principalmente porque o núcleo de 2015 e os outros filmes do Monsterverse dão a entender que a organização tem ares vilanescos.
Ainda assim, é divertido ver como tudo começou com boas intenções: com um grupo de cientistas que queria estudar os monstros e evitar desastres naturais. Curioso ver como esses eventos repercutirão em 2021 com bioterroristas usando arquivos e armas da organização para criar um Godzilla mecânico que será derrotado por um gorila gigante com um machado e pelo próprio Godzilla, enquanto pulverizam metade da civilização no processo.
Essa série traz tanto o espírito de “criamos nossos próprios demônios”, que mostra a origem antiga dos MUTOS (vilões do Godzilla de 2014), além de um novo Titã. E como tudo isso poderia ter sido evitado anteriormente.
A molecada de 2015 tem seu destaque, principalmente na trama dos irmãos que acabaram de descobrir seu parentesco, enquanto buscam o pai supostamente falecido. Para isso, eles encontram novos segredos do misterioso homem, enquanto tentam assimilar o choque revelado no episódio anterior.
Paralelamente, Cate (Anna Sawai) segue revivendo seus traumas relacionados ao ‘Dia G’, enquanto Kentaro (Ren Watabe) recorre à ajuda de uma ex-namorada, que entra de gaiato no navio e agora está com toda a Monarch atrás dela também.
Por fim, o núcleo de 2015 encerra o episódio encontrando Lee Shaw, agora um idoso preso numa casa de repouso controlada pela Monarch. E o trabalho de Wyatt Russell e Kurt Russell assumindo o mesmo personagem em diferentes épocas é demais! Ver pai e filho trabalhando numa mesma persona, mas com diferenças de tempo e maturidade é um golaço da série, que parece muito promissora.
Os novos episódios de Monarch – Legado de Monstros estreiam toda sexta no Apple TV+.