ANCINE (Agência Nacional de Cinema) passou por uma grande e chocante mudança no dia de hoje (03). O prédio da companhia amanheceu sem os costumeiros cartazes das produções brasileiras. Os filmes nacionais também foram retirados do site oficial.

Confira aqui.

O acontecimento vem poucas semanas depois do presidente Jair Bolsonaro nomear o apresentador, pastor e jornalista Edilásio Barra foi nomeado para gerir o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

O FSA é responsável é uma categoria específica do Fundo Nacional da Cultura destinada ao desenvolvimento da indústria audiovisual brasileira. Instituído em 2006, seus recursos são provindos pela Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) e pela Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações).

Em 2018, o Fundo Setorial movimentou mais de 800 milhões de reais. Em 2019, essa categoria já movimentou mais de 390 milhões (segundo dados da ANCINE).

Aproveite para assistir:

Alguns meses atrás, Bolsonaro confirmou em uma transmissão pelo Facebook que está empenhado em fechar a ANCINE. Sua declaração fomentou a união de um grupo e a criação de um abaixo-assinado para impedir que isso aconteça

A petição já ultrapassou as sete mil assinaturas que visava receber para que pudesse enviar a pauta ao Congresso.

Confira o texto:

O atual governo de Bolsonaro assinou um decreto onde transferiu o Conselho Superior de Cinema do Ministério da Cidadania para a Casa Civil.

Segundo o próprio presidente, a ideia é criar um “filtro” (nome disfarçado de censura) para a aprovação de outras obras audiovisuais. Esse “filtro” barraria filmes como Bruna Surfistinha e outros que tenham conteúdo considerado inapropriado pela nova censura. Além disso, disse que não admitira que o dinheiro público fosse usado na produção dessas obras.

Caso esse filtro não seja obedecido, ele ameaça fechar a Ancine. Isso não é democracia, nem liberdade de expressão. É censura.

Para assinar a petição, CLIQUE AQUI:

“Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Não somos contra essa ou aquela opção, mas o ativismo não podemos permitir, em respeito às famílias, uma coisa que mudou com a chegada do governo”, afirmou Bolsonaro.

Raquel Pacheco (nome real de Surfistinha) rebateu com uma mensagem em seu Twitter respondendo às críticas. Confira:

Bruna Surfistinha‘ estreou em 2011 e é baseado no livro ‘O Doce Veneno do Escorpião‘, escrito por Raquel em 2005.

 

 

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