Se você já assistiu à 4ª temporada de ‘American Horror Story’, subtitulada ‘Freak Show’, provavelmente deve ter conferido os vídeos promocionais e ouvido uma divertida e diabólica canção chamada “Carousel”. Bom, a faixa, que se tornou bastante conhecida depois de ter sido selecionada para a antologia de Ryan Murphy, foi escrita por Melanie Martinez – que completa 27 anos de vida no dia de hoje, 28 de abril.

Melanie ganhou notoriedade depois de ter participado do reality de competição ‘The Voice’, começando uma carreira recheada de músicas potentes e com múltiplos significados. A cantora e compositora adotou uma persona bastante reconhecível desde o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio oficial, Cry Baby, com um cabelo bicolor e uma paixão por composições controversas e chocantes.

Para celebrar seu aniversário, preparamos uma breve lista com dez de suas melhores músicas, desde o EP Dollhouse ao recente After School.

Confira as nossas escolhas abaixo e conte para nós qual a sua favorita:


10. “ORANGE JUICE”

Devo admitir que, quando K-12 foi lançado, “Orange Juice” passava longe de ser uma das minhas faixas favoritas. Entretanto, com o passar do tempo, a canção mostrou que envelheceu de uma maneira bem interessante, principalmente pelo modo como Melanie articulou uma atmosfera sinestésica a uma narrativa pungente sobre a bulimia – utilizando-se de uma metáfora inesperada para falar sobre bulimia e sobre problemas de autoimagem.

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9. “BRAIN & HEART”

Álbum: After School (EP)


Pouco depois de K-12Melanie Martinez voltou com o breve EP After School, que se tornou sua produção mais coesa desde sua recente estreia na indústria fonográfica. Mantendo-se em uma estrutura digna do final dos anos 2010, com as batidas quebradas e uma atmosfera quase onírica, “Brain & Heart” é uma das faixas que resume exatamente o que e quem Melanie representa para a música contemporânea.

8. “PACIFY HER”

Álbum: Cry Baby

Cry Babydébut oficial de Melanie no cenário fonográfico, é considerado por diversos especialistas como a melhor entrada de sua carreira. E, ao longo de uma jornada completamente bizarra sobre os problemas que existem na atualidade, são várias as faixas que despontam e nos chamam a atenção – como é o caso de “Pacify Her”. Aqui, temos a presença enervante do trip-hop, do indie pop e do electro em um enredo arromântico que denuncia relacionamentos de fachada e jogos de submissão e dominação.

7. “CAROUSEL”


Álbum: Cry Baby

A música que, de fato, deu fama mundial a Melanie Martinez não poderia ficar de fora da nossa lista. “Carousel” se tornou um ícone da carreira da performer depois de ‘AHS’, mas não é apenas por esse motivo que ela caiu no gosto do público: através de uma produção singela e profunda, marcada pela repetição, Martinez construiu uma narrativa cíclica inquebrável, descrita pela própria artista como a constante busca por um amor não correspondido, como se ela estivesse presa em um carrossel infinito.

6. “THE BAKERY”

Álbum: After School (EP)

Melanie é, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais peculiares do cenário mainstream – e, por essa razão, não é compreendida por todos. “The Bakery”, dessa forma, é a canção que resume a carreira dessa cantora, compositora e diretora única, usando um respaldo trip-hop para falar de sua experiência em uma padaria para juntar dinheiro e investir em sua arte.


5. “TAG, YOU’RE IT”

Álbum: Cry Baby

Antes de Billie Eilish se consagrar dentro do pop-noir, Martinez já vinha promovendo algumas incursões dentro do subgênero com experimentações divertidas e envolventes – como é o caso da narcótica “Tag, You’re It”. Provavelmente tendo passado longe de seu radar, a faixa merece ser apreciada em sua completude, seja pelo uso demasiado e proposital das distorções vocais, seja pela condução dos instrumentos que culmina em um dos melhores refrãos da década passada.

4. “PITY PARTY”

Álbum: Cry Baby


Electro-indie e pop alternativo bradam suas vozes em “Pity Party”, terceiro single do álbum de estreia oficial de Melanie Martinez. Produzida por CJ Baran, a faixa pega elementos vistos na clássica “It’s My Party”, de Leslie Gore, em uma homenagem modernizada que premeditaria a utilização excessiva dos sintetizadores alguns anos mais tarde. Os versos tratam de forma contraditória as consequências da solidão e do não-pertencimento.

3. “MRS. POTATO HEAD”

Álbum: Cry Baby

Melanie sempre trouxe narrativas muito analíticas à sua carreira, aproveitando o espaço que tinha para se deslanchar em críticas e mais críticas às imposições sociais que as minorias enfrentam. “Mrs. Potato Head” é um desses exemplos: respaldada no estilo indie que dominava meados da década de 2010, a canção serve como reflexo dos padrões impossíveis a que as mulheres são submetidas, obrigadas, ainda que sem perceberem, a mudarem quem são para agradar opressores insaciáveis.


2. “BITTERSWEET TRAGEDY”

Álbum: Dollhouse (EP)

Martinez não é conhecida exatamente por seu apreço gigantesco por baladas – mas, quando ela se volta para as sutilezas de produções menos frenéticas e exageradas, cria mágica, como é o caso de “Bittersweet Tragedy”. Perdida em meio a músicas mais famosas, a canção faz parte do EP Dollhouse e usa e abusa de vocais poderosos, de progressões retumbantes e um sentimento que beira o épico.


1. “SHOW & TELL”

Álbum: K-12

Tudo bem, pode ser um tanto quanto inesperado ver esta música em primeiro lugar, mas “Show & Tell” não pode ser descrita de outro jeito além de “obra-prima”. Pertencente ao álbum K-12, a faixa consegue amalgamar de forma perfeita o minimalismo de uma produção sarcástica e recheada de críticas sociais e visuais exagerados e que apenas alguém como Melanie conseguiria fazer.

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