InícioDestaqueAs 10 Melhores Músicas Pop Internacionais de 2025

As 10 Melhores Músicas Pop Internacionais de 2025


A década de 2020 vem se mostrando um ótimo momento para a música – seja com a presença de gêneros que estavam às vésperas de conquistar uma popularização necessária, seja com o resgate de incursões mais antigas com roupagens modernizadas e nostálgicas.

E é claro que 2025 não ficaria de fora de um ano incrível para artistas apresentarem o que têm de melhor. Ora, dentre nomes que dominaram os holofotes, podemos citar Lady GagaSabrina Carpenter, Bad Bunny, FKA Twigs e vários outros.

Pensando nisso, montamos um ranking musical relembrando o suprassumo dos últimos meses ao elencar as dez melhores canções pop internacionais do ano.



Confira as nossas escolhas abaixo e conte para nós qual a sua favorita:

10. “CANCELLED!”, Taylor Swift

Em sua mais nova incursão musical, ‘The Life of a Showgirl’Taylor Swift parece ter aprendido com os erros cometidos em seus álbuns anteriores, diminuindo os deslizes ao trazer Max Martin e Shellback de volta à sua equipe de produtores. E é nesse espectro mais polido que surge “CANCELLED!”, que irrompe como a melhor faixa do compilado ao apostar em uma estrutura mais dark e mais ácida, infundida numa mistura arrepiante de synth-pop, acordes de guitarra e uma orquestração cinemática – guiando-nos por um enredo quase vingativo, com uma espécie de “menção reformulada” à banda Oasis.

9. “THE ONE.”, Kesha

Um dos elementos de maior sucesso de ‘Period’, álbum mais recente de Kesha, é o apreço da cantora e compositora por composições power-pop que reverberam ao longo das faixas – e um desses exemplos é a irretocável rendição de “THE ONE.”. A canção traz batidas similares a outras iterações do compilado, porém, remodeladas para acompanhar a legião de trompetes que lhe confere uma altivez inescapável – tornando-a não só uma das entradas mais bem estruturadas do álbum, mas uma celebração do retorno da “filha pródiga” à casa (neste caso, ao seu próprio eu).

8. “CARAMEL”, Conan Gray

Conan Gray fez sua estreia no cenário fonográfico em 2020 com o ótimo álbum ‘Kid Krow’ e, cinco anos mais tarde, retornou com um amadurecido corpo de trabalho que ficaria conhecido como ‘Wishbone’. E, na segunda metade desse sólido projeto, o cantor e compositor nos encanta com um dos melhores singles do ano e de sua carreira, “Caramel”, uma exuberante e vibrante construção electro-rock e pop-rock marcada pela dissonância da guitarra e por uma rendição vocal que nos arremessa para meados dos anos 2000 com uma narcótica e pungente nostalgia.

7. “KISS”, Demi Lovato

Em meio ao hedonismo de uma construção feita para as pistas de dança e para as noitadas despreocupadas, “Kiss”, de Demi Lovato, explode em uma mistura de house, electro e dance, acompanhando uma estética que nomes como Kesha e Rebecca Black exploraram há pouco tempo em “JOYRIDE.” e “TRUST”, respectivamente. Ao contrário de suas outras antêmicas e explosivas canções, como “Cool For the Summer” e “Confident”, Lovato adota uma persona mais sensual e envolvente que se diverte indescupavelmente em cada um dos versos.

6. “WALK OF FAME”, Miley Cyrus feat. Brittany Howard

Miley Cyrus embarcou em uma de suas eras mais conceituais e ambiciosas com o lançamento do projeto ‘Something Beautiful’ – um dos álbuns mais subestimados do ano, mas que pelo menos lhe rendeu uma indicação ao Grammy. E, em meio a erros e acertos, Cyrus se reúne com um competente time de produtores e compositores que a auxiliam nessa empreitada – e cujos ápices são bastante memoráveis. Em um deles, ela une forças com Brittany Howard para a espetacular “Walk of Fame”, trazendo referências do disco e do dance em um épico de seis minutos que faz brincadeiras com a máxima “walk of shame” e que traz certos elementos melancólicos de volta para o refrão

5. “WHERE IS MY HUSBAND!”, RAYE

“Where Is My Husband!” é uma explosiva mixórdia de gêneros construída com minúcia invejável e notável pela artista e pelo seu frequente colaborador Mike Sabath – e já havia sido performada em diversos festivais antes de ser oficializada como single nas plataformas digitais (e acompanhada de um belíssimo videoclipe retrô). E, se ambos os nomes haviam criado mágica em um passado não muito distante, retomam parceria para uma das melhores canções do ano e o início de uma era artística que promete encantar os ouvintes.

4. “ABRACADABRA”, Lady Gaga

O segundo single do projeto mais recente de Lady Gaga, “ABRACADABRA”, facilmente se tornou um dos destaques da cultura pop em 2025 e nos apresenta a construções outrora exploradas na discografia da cantora e compositora: de um lado, temos um uso potente de sintetizadores que puxam elementos do electro-synth e do french house em uma inebriante aventura sinestésica que é conhecida dentro das múltiplas joias arquitetadas por Gaga; de outro, melodias estonteantes e vibrantes que refletem um impecável liricismo, uma espécie de poesia gótica traduzida para a contemporaneidade com paixão fervorosa e uma imagética que ninguém além dela poderia nos entregar.

3. “CHAINS OF LOVE”, Charli XCX

“Chains of Love” mantém-se fiel às dissonâncias já esquadrinhadas pela carreira da vencedora do Grammy Charli XCX – mas colocadas em uma atmosfera mais palpável e “mercadológica”, por assim dizer. De fato, é impossível colocar um rótulo de mainstream à faixa, porém, é notável como ela e seu colaborador de longa data, Finn Keane, procuram um retrato dialógico que usa e abusa do chamber-pop e de uma fantasmagórica distorção eletrônica para falar sobre as mazelas de um amor controverso que a torna prisioneira de um sentimento, a princípio, puro e imaculado.

2. “THE SUBWAY”, Chappell Roan

Chappell Roan já se mostrou uma competente e habilidosa compositora, principalmente com o single “Good Luck, Babe!”, em que discorreu acerca da problemática da heterossexualidade compulsória de forma inteligente, irônica e melancólica. Logo, não é nenhuma surpresa que ela tenha repetido o feito com “The Subway”: aqui, ela se une às conhecidas predileções de Dan Nigro, também responsável pela produção da faixa, para construir uma tristonha história de um relacionamento falido que ainda deixa marcas na cantora – e que a compele a tentar recuperar seu amor perdido. Ademais, a tocante lírica serve como um arauto de cura após um coração partido, abrindo espaço para os familiares arrependimentos que ganham uma máscara original e muito envolvente.

1. “VANISH INTO YOU”, Lady Gaga

O conceito de caos em ‘MAYHEM’, o mais recente álbum da titânica Lady Gaga é diferente do que imaginávamos por colocá-la em controle de uma entidade intangível. Dessa maneira, a diferença estrutural das faixas faz todo o sentido – e “Vanish Into You”, dentro desse espectro, dá ares de uma balada melódica antes de se render às incursões dos anos 1970 e 1980, apostando em um envolvente baixo que traz funk e disco pincelando versos impecáveis como “uma vez em uma lua azul, eu me esqueço de você; e, uma vez na sua vida, você será meu”.

Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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