Continuando nosso especial de fim de ano, o CinePOP separou uma lista com as 50 melhores músicas de 2020 – um trabalho nem um pouco fácil, diga-se de passagem.

Desde o resgate da explosão pop-rock dos anos 1980 e 1990 até o melhor da MPB contemporânea, artistas como Lady GagaDua LipaKylie Minogue apostaram no escapismo dançante, nos deixando ansiosos para retornar aos clubes para mexer o esqueleto. Bob DylanTaylor Swift, por sua vez, mergulharam na sinestesia reflexiva e poética com odes quase literárias, incrementando um ano marcado pela melancolia e pelo isolamento.

Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:



50. “SMILE”, Katy Perry

Três anos e vários singles soltos depois de sua última incursão com ‘Witness’, Katy Perry voltou com seu álbum ‘Smile’ – e a música-título é a melhor entrada da produção. Com inflexões para o nu-disco que nos lembram de Diana RossDonna Summer do melhor jeito possível – isso sem mencionar o adorável videoclipe oficial.

49. “THEREFORE I AM”, Billie Eilish

Billie Eilish ganhou o mundo ao lançar o aclamado álbum ‘When We All Fall Asleep, Where Do We Go?’ e, pouco tempo depois, voltou com um single bastante interessante que resgatou o pop noir que a colocou no topo do mundo. “Therefore I Am” é uma competente e incisiva canção que traz ácidas críticas sobre alguém que pensa ser muito mais do que consegue.

48. “MY HAIR”, Ariana Grande

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2020 não seria 2020 se Ariana Grande não tivesse lançado mais um álbum de estúdio. Seguindo os passos dos ovacionados ‘Sweetener’‘Thank U, Next’‘Positions’ voltou para o R&B clássico da cantora – e trouxe algumas pérolas da música. “my hair” é uma dessas joias que provavelmente não vão ganhar o reconhecimento que merecem, mas que é digna de entrar para nossa lista por sua construção sensual e nostálgica.

47. “BACK TO ME”, Lindsay Lohan

Se teve alguém que nos surpreendeu neste ano, essa pessoa foi Lindsay Lohan. Anunciando sem muito alvoroço seu aguardado retorno para a música, “Back To Me” é um synth-pop noventista com reflexos dos anos 2000 que traz a cantora e compositora no auge de uma maturidade que sabe que fez coisas erradas – mas que cresceu e não se arrepende disso.

46. “PINK DIAMOND”, Charli XCX

Pouco depois de seu álbum homônimo, Charli XCX lançou de surpresa o álbum ‘how i’m feeling now’ e, conhecendo o estilo da cantora, ela iria se respaldar com força no PC music que vem explorando com mais e mais afeição desde o início da década passada. Com “pink diamond”, Charli deixa claro que não tem medo de experimentar e unir gêneros conflitanes em um mesmo espectro.



45. “DEATH BY ROCK AND ROLL”, The Pretty Reckless

Já fazia um tempo desde que The Pretty Reckless lançava músicas originais, mas nos presenteou no começo de 2020 com a divulgação de “Death By Rock and Roll”. O lead single do vindouro álbum homônimo (com estreia agendada para 2021) é uma ode ao hard rock e mistura sensualidade e acidez – além de ser guiado pelos potentes vocais de Taylor Momsen.

44. “ABOUT LOVE”, MARINA

MARINA emprestou sua conhecida e melódica voz para a sequência do filme ‘Para Todos os Garotos que Já Amei’ – e o resultado foi o melhor do suis generis das semi-baladas pop. Misturando piano com sintetizadores, a canção é uma análise bastante humana do que significa se apaixonar e do que é o amor.

43. “BRAIN & HEART”, Melanie Martinez

Pouco depois de ‘K-12’, Melanie Martinez voltou com o breve EP ‘After School’, que se tornou sua produção mais coesa desde sua recente estreia na indústria fonográfica. Mantendo-se em uma estrutura digna do final dos anos 2010, com as batidas quebradas e uma atmosfera quase onírica, “Brain & Heart” é uma das faixas que resume exatamente o que e quem Melanie representa para a música contemporânea.



42. “JOAN OF ARC ON THE DANCE FLOOR”, Aly & AJ

“Joan of Arc on the Dance Floor” provavelmente passou longe do radar mainstream de 2020, mas a incursão realizada entre a dupla Aly & AJ é uma das semibaladas mais poderosas do ano. A iteração, movida por sintetizadores e por ecos vocais arrepiantes, amalgama presente e passado ao celebrar uma das figuras mais icônicas da história, Joana D’Arc

41. “MISS U MORE THAN U KNOW”, Sofia Carson, R3H4B

2020 teve bastante apreço pela indústria oitentista do disco e do pop, mas não foi o caso de Sofia Carson. Apesar de não ter lançado qualquer álbum, a talentosa dançarina, cantora e compositora se juntou com o DJ R3H4B para a romântica e narcótica “Miss U More Than U Know”, sobre uma jovem garota que, tentando esquecer de um relacionamento conturbado, percebe que não consegue deixar seu antigo amor de lado.

40. “I DARE YOU”, Kelly Clarkson


Kelly Clarkson celebrou o amor em todas as suas formas com a evocativa e apaixonante “I Dare You”, um soft-pop-rock que desmistifica os tabus por trás dos relacionamentos românticos e deixa bem claro que se apaixonar não é um crime – não importa o quanto as pessoas digam isso.

39. “APOCALIPSIS”, Isabela Merced

Isabela Merced ganhou o mundo ao interpretar Dora, a Aventureira, em um dos filmes mais divertidos do ano. Em 2020, ela conquistou a música com o lançamento de seu primeiro EP – e, com ele, da sensualidade latina e adornada com pungentes trompetes de “apocalipsis”, uma de suas iterações mais maduras até o momento.

38.“SHOW THEM THE WAY”, Stevie Nicks

Stevie Nicks é um dos nomes mais conhecidos da indústria fonográfica e um dos ícones do indie-folk e do indie-rock. Em 2020, ela apostou em uma crítica rendição sobre governos e sobre a índole do ser humano com a balada “Show Them The Way”, sendo guiada pelas teclas melódicas do piano de cauda.

37. “MISTAKES”, Jonas Blue, Paloma Faith

2020 foi um ano de grande prosperidade para o pop – que havia, já há algum tempo, rendido-se ao trap e ao rap. E, no centro de tudo isso, temos o retorno triunfante de Paloma Faith, que desceu de seu pedestal como atriz para mergulhar no electro-pop com a minimalista “Mistakes”, composta ao lado do produtor Jonas Blue, que deixa o escopo sonoro em segundo plano e permite que a cantora renda-se a uma narcótica performance.

36. “STILL HAVE ME”, Demi Lovato

Depois de um tempo longe dos holofotes, Demi Lovato fez seu retorno aos palcos com “Anyone”, no Grammy Awards. Mas nada poderia nos preparar para o emocionante poder vocal de “Still Have Me”, uma das músicas promocionais que entregou aos fãs neste ano, construindo uma narrativa pessoal e cruciante.

35. “DOUBLE TROUBLE”, Will Ferrell, My Marianne, Tiësto

‘Festival Eurovision da Canção’ estreou há alguns meses na Netflix e, ainda que não tenha encantado muitos fãs ao redor do mundo, de fato nos entregou algumas das melhores canções do ano. A mais emblemática delas é “Double Trouble”, performada por Will FerrellMy Marianne e porduzida pelo lendário Dj Tiësto em uma carta de amor ao Europop dos anos 1990.

34. “BLAME IT ON ME”, Melanie C

Brincando com as inflexões do electro-pop em um enredo que fala sobre um relacionamento tóxico que ao menos lhe fez crescer como pessoa, Melanie C não poderia deixar de aparecer na nossa lista. A ex-Spice Girl lançou seu vindouro oitavo álbum de estúdio neste ano e um de seus pontos altos é o vibrante lead single.

33. “RING”, Selena Gomez

Selena Gomez é outro nome que vem ganhando mais força com o passar dos anos. Seis anos depois de lançar Revival, a artista voltou imbatível com o que podemos apenas encarar como a melhor entrada de sua discografia – o íntimo, sexy e poderoso Rare, que conta com uma das melhores faixas de sua carreira. “Ring” é um flerte com suas raízes latinas que move-se através de uma sensual e envolvente batida (e apostas em vocais que oscilam entre o contralto e o soubrette).

32. “I LOVE YOU’S”, Hailee Steinfeld

Desde o lançamento de “I Love Myself”, Hailee Steinfeld vem trilhando um delicioso caminho de amadurecimento que também passou por “Back to Life”“Afterlife” e, finalmente na incrível rendição de “I Love You’s”, que faz homenagem do melhor jeito possível à canção de Annie Lennox – sem deixar de imprimir sua identidade upbeat e seus profundos e poéticos versos.

31. “PEDIALYTE”, JoJo

JoJo pode ter demorado, mas finalmente chegou para a festa. Conhecida por “Too Little Too Late”, a cantora se afastou do mundo da música por mais de uma década antes de retornar com ‘Good to Know’ e com a profunda canção “Pedialyte”, cujas dissonâncias propositais são fruto de sua inspiração pelo dream-pop e pelo finalzinho do new-wave dos Estados Unidos.

30. “THE BAKERY”, Melanie Martinez

Melanie Martinez é, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais peculiares do cenário mainstream – e, por essa razão, não é compreendida por todos. “The Bakery”, dessa forma, é a canção que resume a carreira dessa cantora, compositora e diretora única, usando um respaldo trip-hop para falar de sua experiência em uma padaria para juntar dinheiro e investir em sua arte.

29. “TERCEIRA”, Lívia Nolla

Em “Terceira”Lívia Nolla volta ao período transitório entre os anos 1990 e 2000 e absorve a estética única de Fiona Apple para uma tríptica narrativa; os solos da guitarra são inspirados pela rebeldia nostálgica de Cássia EllerRita Lee – mas o que mais nos rouba a atenção é a montanha-russa e as inversões ousadas a que a cantora e compositora se propõe a nos entregar.

28. “ABLAZE”, Alanis Morissette

“Ablaze” é uma das canções mais emocionantes do ano e, infelizmente, não ganhou a atenção que merecia. Performada pela voz inconfundível de Alanis Morissette, a balada soft-rock brinca com os conceitos de empatia, memória e maternidade, mostrando que essa lenda da música ainda tem muito a nos contar.

27. “YOU SHOULD BE SAD”, Halsey

Em ManicHalsey abusa da essência do country-pop, mostrando que não pensa duas vezes antes de honrar suas principais influências: a ambientação explorada na emergência de Alanis Morissette é retraída para um dark-country-rock em “You Should Be Sad”, cujas declarações de superação são acompanhadas de uma frenética guitarra e uma ecoante superposição de vozes – o que explica o fato da canção ser o ápice do álbum e uma das melhores de sua carreira.

26. “LEVITATING”, Dua Lipa feat. DaBaby

“Levitating”, escondida no miolo do aclamado ‘Future Nostalgia’ (um dos melhores álbuns do ano), alastra referências para Earth, Wind & Fire e para Bee Gees quando opta pelas múltiplas camadas vocais, ao passo que inclina-se para os primórdios do R&B quando cria bridges inesperadas e quando deixa a guitarra tomar conta dessa mixórdia instrumental.

25. “PARTY TILL I DIE”, Kim Petras

Kim Petras se torno a rainha do Halloween ao lançar não um, mas dois álbuns justapostos que compõe a jornada ‘TURN OFF THE LIGHT’. Em 2020, ela deu continuidade às suas incursões no pop industrial e no synth vanguardista com “Party Till I Die”. A infusão eletrônica, desconexa e distorcida é um ótimo jeito de começar o terceiro capítulo dessa narrativa sobrenatural – e mal podemos esperar para ver o que Petras fará a seguir.

24. “BOSS BITCH”, Doja Cat

Aves de Rapina: O Álbum já abre do melhor jeito possível com a incrível proeminência de Doja Cat e a impecável arquitetura de “Boss Bitch”. Apesar de bastante familiar (ainda mais quando pensamos na transição dos anos 2000 para os 2010), a canção transborda com um delicioso rap guiado por sintetizadores do electro e do dance-pop, entregando uma rendição frenética e inebriante ao extremo – sabendo o momento certo de recuar para um instrumental mais densa e de utilizar os familiares moduladores de voz.

23. “LET ME LOVE YOU LIKE A WOMAN”, Lana Del Rey

Lana Del Rey entregou um dos melhores álbuns do ano passado com ‘Norman Fucking Rockwell’ e, agora, está de volta com o que prometera ser o capítulo de abertura de sua próxima obra fonográfica. “Let Me Love You Like a Woman” é uma continuação digna de suas jornadas reflexivas e sensorialistas, seja pela urgência de seus versos amadurecidos, seja pela produção comandada por Jack Antonoff.

22. “UNGODLY HOUR”, Chloe x Halle

Chloe x Halle pararam o mundo com o lançamento de ‘Ungodly Hour’, uma das produções mais bem construídas e amarradas dos últimos anos. Aqui, a faixa-título emerge como uma apaixonante declamação romântica que tangencia uma deliciosa e pecaminosa blasfêmia muito bem estruturada e que não perde a chance de ser uma das entregas mais mercadológicas do álbum.

21. “BLINDING LIGHTS”, The Weeknd

The Weeknd foi esnobado nas principais premiações da indústria musical, mas suas incursões não passariam batido por nossa lista. Com “Blinding Lights”, o cantor rearranja a presença impactante dos sintetizadores e presta homenagem a bandas como a-ha em uma dinâmica e futurista faixa.

20. “WHERE DOES THE DJ GO?”, Kylie Minogue

A faixa mais surpreendente de ‘Disco’, novo álbum de Kylie Minogue, se restringe ao saudosismo tocante de “Where Does the DJ Go?”, comandada pelo poder incomparável de uma rendição quase teatral e um crescendo soberbo que precedem um dos refrões mais sólidos do ano, estendendo suas ramificações inclusive para o gospel-pop.

19. “CORRE O MUNDA”, Adriana Calcanhotto

“Corre o Munda” é o desfecho perfeito e necessário para uma obra do calibre de ‘Só’, mais recente lançamento de Adriana Calcanhotto. Perscrutada com um solilóquio romântico e que faz alusões a Fernando Pessoa sobre Coimbra, cidade portuguesa para a qual retornaria antes da pandemia, a cantora discorre sobre o caudaloso rio Mondego e sua vivência naquele país europeu.

18. “MARJORIE”, Taylor Swift

É difícil não se emocionar com a potência taciturna de “marjorie”. Um dos muitos ápices artísticos de Swift em Evermore, a faixa trata com carinho e com uma saudade imbatível Marjorie Finlay, falecida avó da performer que a encorajou a mergulhar no mundo da música. A própria cantora e compositora disse que Finlay a visita, ainda que em sonhos, para lhe dar inspiração e para segurar sua mão em momentos difíceis.

17. “NO BODY, NO CRIME”, Taylor Swift

Taylor Swift e country são uma combinação perfeita e, no momento em que ela resolve retornar para suas raízes, acerta em cheio. Em “no body, no crime”, a performer se une ao aclamado trio musical HAIM para uma narrativa movida pela guitarra e por uma atmosfera chocante que fala essencialmente sofre infidelidade.

16. “MIDNIGHT SKY”, Miley Cyrus

Até mesmo Miley Cyrus se rendeu ao passado ao lançar o lead single de ‘Plastic Hearts’“Midnight Sky” é uma explosiva fusão entre discosynth-poppop rockelectropop, que arranca de Cyrus seus melhores vocais e transforma a canção em um hino de liberdade própria para as pistas de dança.

15. “XS”, Rina Sawayama

Em “XS”, Rina Sawayama transforma seu próprio estilo em uma experiência única que transgrede basicamente tudo que se conhece: a cantora e compositora imprime acordes do rock em colaboração à melodia das tubulares baterias e do violão, além de fundi-la a mudanças bruscas de tempo e de progressão que são um deleite para os ouvidos.

14. “RAIN ON ME”, Lady Gaga & Ariana Grande

“Rain On Me” apenas confirmou o que todos sabíamos: Lady Gaga estava pronta para voltar ao pop. Unindo forças com Ariana Grande, o soberbo house-pop dominou as paradas do mundo inteiro e conquistou inúmeros prêmios desde seu lançamento. Exuberante, provocativo e envolvente, a canção era exatamente do que precisávamos para afogar nossas mágoas e nos esquecer do show de horrores que 2020 foi.

13. “FALSE PROPHET”, Bob Dylan

“False Prophet” é uma das melhores músicas de Bob Dylan em quase vinte anos. A faixa de ‘Rough and Rowdy Ways’ cria um flerte malicioso e blasfemo com a mitologia católica e uma aproximação com a tragédia greco-romana – tudo isso transformado em um belíssimo e impactante country-folk que é dono de seu próprio borbulhante mundo.

12. “BLACK PARADE”, Beyoncé

BLACK PARADE definitivamente merecia mais atenção e reconhecimento do que tem – mas a falta de atenção para a faixa apenas prova que Beyoncé permanece na ativa como uma das artistas mais versáteis e sagazes da última geração segue vivo em um legado que nunca será apagado.

11. “MARCH MARCH”, The Chicks

“March March” reflete exatamente o tipo de carreira que as The Chicks tiveram desde sua estreia bombástica no mundo da música. Criticadas por expressarem seu descontentamento com o governo dos Estados Unidos, o grupo ficou longe dos holofotes por tempo demais – mas voltaram com força com um dissonante hino de empoderamento.

10. “PHYSICAL”, Dua Lipa

O implacável sucesso crítico e comercial de ‘Future Nostalgia’, 2º álbum de Dua Lipa, não poderia existir sem levarmos em conta a iteração intitulada “Physical”, que exala uma mistura bastante equilibrada e enérgica das explorações de Olivia Newton-John décadas atrás e da idealização da performer em homenagear todos os nomes que a influenciaram como musicista.

9. “BEND THE KNEE”, Bruno Martini, IZA, Timbaland

Enquanto “Bend the Knee” passou longe de ganhar um marketing digno do que representa para o cenário musical brasileiro, a canção merece estar no nosso Top 10. O conhecido Timbaland se reuniu com dois nomes nacionais, Bruno Martini e a sempre incrível IZA, para uma incursão electro-disco regada a sintetizadores e um refrão viciante.

8. “I CAN’T BREATHE”, H.E.R.

Em meio aos protestos contra os brutais assassinatos de civis negros nos Estados Unidos, incluindo o sufocamento que matou George Floyd, a cantora estadunidense H.E.R. criou um hino R&B e trip-hop para denunciar a falta de empatia e a corrupção dos oficiais de justiça com a potente “I Can’t Breathe”.

7. “LUV U SO”, One Bit

One Bit é uma dupla que pode não ser conhecida mundialmente, mas que causou um alvoroço significativo em 2020 com uma das produções mais subestimadas do ano. “Luv U So” é uma breve faixa que transforma o gênero house numa investida quintessencial, marcada pela explosão bem demarcada do piano e dos sintetizadores.

6. “WHAT’S YOUR PLEASURE”, Jessie Ware

Jessie Ware exalou toda sua glória com o requinte sensorial de ‘What’s Your Pleasure?’ – e a faixa titular do álbum é tudo o que esperaríamos de uma obra desse calibre. Nutrindo-se de um disco mais amadurecido e mergulhando de cabeça nas recriações uptempo do EDM (sendo inspirada inclusive por Lady Gaga), a sutileza vocal e a onírica atmosfera são o bastante para nos tirar do chão.

5. “WAP”, Cardi B feat. Megan Thee Stallion

Cardi BMegan Thee Stallion trouxeram toda a química e a sensualidade possíveis para a amálgama perfeita entre o dirty rap e o hip hop de “WAP”, uma das maiores colaborações do ano. Através de versos pungentes e bastante explícitos, a canção ganha os nossos corações (e as nossas playlists) principalmente por suas mensagens em acordo com o movimento sexo-positivo e a exaltação do corpo feminino.

4. “BABYLON”, Lady Gaga

“Babylon” é a faixa que encerra uma das jornadas mais incríveis do ano – ‘Chromatica’. A conclusão irretocável nutre de similaridades progressivas com as icônicas produções dos anos 1990, apesar de pincelá-las com um dêitico coro gospel que não poderia ter vindo em melhor hora.

3. “EXILE”, Taylor Swift

“Exile” é uma das melhores músicas do século e uniu Swift à conhecida e grave voz de Bon Iver em uma tocante história de dois amantes separados por circunstâncias inexplicáveis. Emergindo como a melhor colaboração da artista de “Safe & Sound”, a canção é uma balada indie folk com elementos do gospel e com uma química apaixonante entre os dois vocalistas.

2. “SHAMEIKA”, Fiona Apple

A inexplicavelmente divertida “Shameika” é o carro-chefe de ‘Fetch the Bolt Cutters’, mais novo álbum da aclamada Fiona Apple. Aqui, a performa volta suas influências para o art pop e o baroque pop que a colocou nos holofotes ainda em 1996 com Tidal, escrevendo um solilóquio de independênia marcado pelo cotidiano e pelo banal.

1. “CHROMATICA II + 911”, Lady Gaga

A maior conquista de ‘Chromatica’, de Lady Gaga, e já ter nascido carregando um legado gigantesco. Trazendo o house de volta à vida e já influenciando diversos outros artistas a fazer o mesmo – incluindo One Bit -, o novo álbum veio acompanhado de diversos hinos dignos de nota. Um deles é a fusão criada pela cinemática “Chromatica II” e pelo electro-synth de “911”.

É quase pecaminoso separar as duas faixas, e por isso elas empatam no primeiro lugar da nossa lista. Quando as tracks unem-se em um viagem no tempo e futurista, estamos prontos para algo original e arrefecedor; está última canção, por exemplo, é uma ode mimética à aclamada dupla Daft Punk, cujas linhas europeias são trazidas para o mainstream norte-americano com um peso eletrônico que converge e diverge ao longo de quase três minutos.

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