As melhores DICAS DE SÉRIES! Escolha uma dessas 10 e prepare a maratona!

Nada como uma boa maratona de séries, no aconchego do sofá de casa, para relaxar! A questão sempre é: em qual dar o play? Se você está com dúvidas, chegou ao lugar certo! Abaixo, 10 ótimas opções:

 

Tyson (Netflix)

Dividido em quatro episódios que passam a limpo a vida pessoal e a carreira de um dos maiores pugilistas da história do boxe, a nova minissérie da Netflix, Tyson, percorre uma longa linha temporal sem passar pano para as polêmicas que marcaram sua trajetória. Com muitos depoimentos do próprio ex-atleta, vamos tentando decifrar essa figura controversa, que até hoje é um dos mais midiáticos atletas de todos os tempos.

Sentado em sua mansão, ao longo de alguns dias, Mike Tyson, hoje com 60 anos, fica de frente com o cineasta Floyd Russ. Em uma espécie de conversa terapêutica, em uma montagem que explora ótimos registros em fotos e vídeos, busca um entendimento amplo de sentimentos engasgados em francos diálogos que se estendem ao público que assiste. Assumindo erros cometidos, se defendendo de outros (alguns pelos quais foi condenado) e se emocionando em muitos momentos, Tyson se expõe, como pouco fez em sua vida, deixando os jabs de seus atos imperdoáveis o coloquem novamente exposto diante de algumas situações que viveu. Inclusive, em alguns momentos, ele fala: ‘Por que topei fazer esse documentário?’

Crítica | ‘Tyson’ – Um nocaute na intimidade de um dos atletas mais controversos da história

 

Profundezas (Netflix)

Calvin (Josh Hartnett) é um pescador que mora em Snook’s Arm, uma comunidade à beira-mar no Canadá que está perto de perder sua autonomia, sendo forçada a pensar sobre o reassentamento. Atormentado por uma tragédia inexplicável vivida cerca de 40 anos atrás, ele vive com um de seus filhos, Wade (Charlie Heaton), e mantém uma rotina marcada pela luta por dias melhores. Quando misteriosos icebergs aparecem na região, juntamente com um cefalópode agressivo, Calvin contará com a ajuda da zoóloga marinha Howander (Mackenzie Davis) e do restante de sua família, que chega para uma comemoração anual, para descobrir os mistérios que começam a cercar o lugar onde sempre viveu.

Todo projeto audiovisual de suspense que nos tira do lugar-comum, trazendo elementos peculiares e tentando se comunicar com a realidade, chama a atenção. Em Profundezas, nova série da Netflix, somos guiados para uma combinação de drama e suspense, que inclui boas críticas às mudanças climáticas com as quais todo o planeta convive, pincelando arcos narrativos envoltos em dinâmicas familiares e um temperinho generoso de possibilidades sobrenaturais.

Crítica | ‘Profundezas’ – Ecologia, suspense e um animal inusitado marcam nova série da Netflix

 

Marília Mendonça: Sentimento Louco (Prime Video)

Por meio de muitos arquivos pessoais e depoimentos de pessoas que a conheciam de perto, vamos entendendo o fenômeno Marília Mendonça, uma jovem que conquistou o país desde a adolescência, compondo músicas profundas, até se tornar uma das grandes intérpretes dos últimos anos na música brasileira. Marília nos deixou tragicamente em novembro de 2021. A saudade e seu legado são a força desta excelente minissérie, dirigida por Susanna Lira.

 

Sweetpea (Prime Video)

Na trama, ambientada na cidade fictícia de Carnsham, conhecemos Rhiannon Lewis (Ella Purnell), uma jovem reservada que passou por diversos traumas em outras fases da vida – principalmente o bullying que sofria na escola. Quando seu pai morre, algo sombrio desperta nessa personagem, e um instinto sangrento começa a se sobrepor a qualquer lapso moral. Assim, ela embarca em uma jornada de descobertas, enquanto as inconsequências se somam à sua nova rotina como serial killer.

Enfim chegou ao Brasil uma série que, num primeiro momento, já gerava imensa ansiedade nos amantes das séries ao flertar com crise existencial e serial killers. Navegando nessa mistura atraente, Sweetpea segue à risca esses temas, somados a um texto cheio de sarcasmo – muitas vezes ácido – que coloca na tela, de forma cômica e sangrenta, os conflitos de uma jovem que acorda para a vida matando.

 

Os Anos Novos (MUBI)

Em uma festa de fim de ano, duas prováveis almas gêmeas se conhecem. Ao longo de 10 maravilhosos episódios, acompanhamos de forma intensa e extremamente inteligente a relação de Óscar e Ana, que atravessa diferentes situações ao longo de uma década – sempre na época do réveillon.

Essa é uma daquelas séries que você assiste ao primeiro episódio e já sabe que vai maratonar pela madrugada. Uma história de amor repleta de conflitos e dilemas com personagens fascinantes.

 

Brasil 70: A Saga do Tri (Netflix)

Buscando um recorte de uma das copas mais disputadas de toda a história, chegou à Netflix, no final de maio deste ano, a minissérie Brasil 70: A Saga do Tri. Em cinco episódios de cerca de uma hora de duração, a produção busca apresentar um retrato, com alguns pontos de vista, sobre a eterna seleção de Pelé, Gérson, Tostão, Clodoaldo, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Félix, Rivellino, Zagallo e companhia, que conquistou o tricampeonato mundial em terras mexicanas.

Alguns elos se ligam entre os episódios, tendo como pano de fundo a ansiedade e a pressão que os jogadores passaram. Alguns momentos da série escancaram isso como mais profundidade, como no penúltimo capítulo, talvez o melhor da produção. Nele, os ‘fantasmas’ da derrota brasileira para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil, chegam com força, às vésperas de novamente enfrentar o time uruguaio.

Crítica | ‘Brasil 70: A Saga do Tri’ – Minissérie da NETFLIX desfila nossa paixão pelo futebol

 

Andar na Pedra – A História do Raimundos (Globoplay)

Apresentando os mais curiosos detalhes da ascensão meteórica de uma das bandas mais impactantes da história da nossa música, chegou ao Globoplay um documentário espetacular, Andar na Pedra – A História do Raimundos, que podemos até chamar de definitivo! Tendo como pano de fundo a origem de canções conhecidas até hoje, o projeto fortalece seu discurso ao mesmo tempo que surpreende ao destrinchar, sem papas na língua e ao passar por assuntos controversos e polêmicos, a trajetória – do começo, passando pelo meio (sucesso) e chegando ao ‘quase o fim’.

Ao longo de cinco episódios viciantes – eu mesmo ia assistir a apenas um, mas acabei maratonando madrugada adentro -, percorremos, de forma linear, um impactante desfile pelos conflitos do abstrato das emoções, que ganham interpretações variadas em assuntos de conhecimento público (ou não) que marcaram a história da banda a partir dos quatro integrantes da formação inicial. Os laços de amizade, as tragédias, o auge do sucesso, as escolhas polêmicas, a busca pela identidade, o colapso emocional e as rupturas ao longo do tempo contornam uma narrativa pulsante.

 Crítica | ‘Andar na Pedra – A História do Raimundos’ – Documentário visceral sobre uma das maiores bandas que o Brasil já viu!

 

O Roubo (Prime Video)

Roteirizado por Sotiris Nikias, a trama se desenvolve através do olhar de Zara (Sophie Turner), funcionária de uma empresa de investimentos que, certo dia, se vê em um enorme conflito quando alguns criminosos invadem seu local de trabalho e realizam um roubo bilionário. À medida que as verdades sobre essa operação criminosa vão sendo reveladas, vamos entendendo o papel da intrigante protagonista nos acontecimentos que se sucedem.

Chegou ao Prime Video uma série que, num primeiro momento, parecia seguir o caminho de outras tramas amarradas sobre roubos mirabolantes, em que aos poucos as peças vão se encaixando preparando terreno para um desfecho bombástico. Mas, nesta obra que vamos analisar, a dinâmica se constrói também por outros caminhos.

 

Clássico Americano (MGM+)

Um famoso ator egocêntrico, após um surto em um restaurante e o falecimento de sua mãe, precisa voltar para a cidade onde nasceu. Lá, passará por uma jornada de autodescoberta convivendo novamente com seus amigos e familiares.

É sempre muito bom ver grandes artistas em cena falando sobre a própria arte que escolheram para viver. Em Clássico Americano, navegamos pela comédia delicada que circula dramas existenciais.

 

Corpo em Chamas (Netflix)

Na trama, acompanhamos os desenrolares de uma profunda investigação quando o corpo do policial Pedro (José Manuel Poga) é encontrado carbonizado. Assim, no epicentro da história chegamos até Rosa (Úrsula Corberó), uma mulher que consegue entrar para a equipe de policiais da Catalunha e lá conhece três policiais, em diferentes momentos, com quem se relaciona ao longo de alguns anos. Um deles, Pedro, com quem estava casada na época do crime. Entre traições, desejos e paixões com alto grau de dependência, conforme a investigação se aproxima da verdade, vamos sendo apresentados aos absurdos cometidos por uma mente perturbada, manipuladora e egoísta.

Buscando detalhar os acontecimentos de um assassinato chocante que aconteceu na vida real, em Barcelona no ano de 2017, a minissérie espanhola de oito episódios protagonizada pela excelente atriz Úrsula Corberó, Corpo em Chamas nos guia por meio de idas e vindas na linha temporal de sua narrativa para nos contar uma história de um macabro pacto de amor e dependência.

 

 

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Raphael Camacho
Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.