Para narrar a lenda do mais famoso fora-da-lei norte-americano Jesse James e de seu admirador e assassino Robert Ford, o cineasta Andrew Dominik criou um belo drama psicológico, abordando os limites do comportamento humano frente a sentimentos tão controversos como a adoração, a inveja, o ressentimento, a desconfiança.

 


Robert Ford, um jovem membro da Gangue de Jesse James tinha 19 anos, na época em que assassinou friamente seu ídolo. Um misto de medo, de idolatria ou um desejo de reconhecimento, de notoriedade? Um pouco de tudo. São as hipóteses levantadas pelo escritor Ron Hansen, em seu livro de mesmo nome, e filmadas por Dominik.

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Com Brad Pitt no papel de Jesse e Casey Affleck como Robert, a história, baseada nos acontecimentos que antecedem ao crime, ganha profundidade e dramaticidade. Pitt encarna o fora-da-lei com sensibilidade, impondo a melancolia, sagacidade e carisma do herói. Jesse era conhecido como um jovem de 34 anos com um estado de espírito imprevisível. Alguém que conseguia impor terror nos homens da lei e em seus próprios comparsas, apenas com sua presença. Nada e ninguém passavam por ele desapercebidos. Atualizado com as notícias que circulavam na época, era um homem que estava sempre interagindo com os moradores de sua localidade e constantemente mudando de casa com sua família.

 

Quanto a Robert Ford, a história o retrata como um covarde que matou o homem mais procurado do país, dentro de sua própria casa, ao lado de sua família, atirando pelas costas. Um “peso” que carregou por muitos anos. Arrependimento ou satisfação? Casey Affleck, em uma bela e sensível interpretação como Ford, consegue desvendar esta dúvida. Com seu olhar inocente e triste, mesclado a um ar meio pernóstico, ele nos causa a impressão de ser um homem inseguro, um tolo admirador de Jesse James.


 

Com um clima vitoriano e de pós-guerra Civil, O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford – EUA/2007 – Drama – 160 min.– Warner Bros.) é visualmente grandioso, assim como suas vastas e inabitadas paisagens que retratam um velho-oeste sob uma perspectiva diferente dos velhos filmes de cowboy a que todos nós estamos acostumados a ver. Um ótimo filme que merece ser visto.


Crítica por:
Viviane França


 

 

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