Atraídos Pelo Crime



 

 


O grande problema dos chamados “filmes de gueto” norteamericanos é serem restritos demais. O assunto dificilmente varia e a falta de identificação com um público maior fora dos EUA faz com que estes filmes tenham bilheterias pouco expressivas fora de lá.

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Mas às vezes acontece de algum longa do gênero se destacar, por conseguir desenvolver bem os clichês do seu nicho.

Atraídos Pelo Crime inicia-se de maneira mais que comum: três policiais do Brooklyn – Eddie (Richard Gere, o típico profissional na última missão de sua carreira), Tango (Don Cheadle) e Sal (Ethan Hawke) –, envolvem-se na investigação de um mesmo crime. Cada um tem uma moral que os guia.

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O que diferencia este roteiro dos outros do gênero é que os três tipos investigam o mesmo crime, mas praticamente não se encontram durante todo o filme, mas apesar dos motivos diferentes para querer solucionar o caso, o fato é que ambos desejam incessantemente encerrar aquela carreira perigosa e tocar suas vidas. E o filme mostra bem o porquê dessa vontade.

A trama intrincada e bem amarrada prende a atenção do espectador, mas tudo não passaria de boa intenção se os atores não encarassem seus papéis com seriedade, levando o espectador a acreditar nas verdades deles. Ethan Hawke, em especial, tem uma atuação surpreendente, com um personagem rico em nuances e sem pré-julgamentos se o que ele faz é certo ou errado. Não há juízo de valores.

Após um início frio, uma sequência de acontecimentos paralelos e embalados por uma trilha quente e ininterrupta faz a história decolar. As únicas cenas de pouco sentido são as do caso amoroso de Richard Gere, que parecem estar ali apenas para cumprir a obrigação de haver um romance que agrade o público feminino.

A direção de Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) é inteligente e a montagem é dinâmica, evitando bocejos e cochilos de tédio ao longo das mais de duas horas de película. Duração que, aliás e ainda assim, poderia ser menor.

Atraídos Pelo Crime é cinema de machão-hey-dude-mother-fucker, mas que consegue agradar a uma gama maior de espectadores, por trabalhar bem os seus clichês.

É mais do mesmo com o melhor de sempre.


Crítica por:
Fred Burle (Fred Burle no Cinema)

 

 

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Renato Marafon
Renato Marafonhttps://cinepop.com.br
Apaixonado por cinema, filmes, TERROR, e criador do site CinePOP aos 13 anos em 1999.