Noite de Abertura

Aconteceu na noite do último sábado (26) a abertura da 18ª edição do Cine PE, o maior festival de cinema em Pernambuco, também conhecido nacionalmente como o Maracanã das premiações. Além do já diretor, Alfredo Bertini, o evento conta com o jornalista Rodrigo Fonseca, que agora é o curador responsável. Fonseca diz que é muito importante apresentar títulos que primem pelo requinte estético, mas que é igualmente fundamental o grande público voltar a comparecer no festejo. Focando, totalmente, na memória, com intuito de revitalizar o sucesso de outrora.

Programado para começar às 19h, houve um pequeno atraso, como de costume, mas por volta das 19h30, a já tradicional apresentadora, Graça Araújo, subiu ao palco e sem muita contemplação deu início a Mostra Curta Brasil e Mostra Pernambuco. Onde, ao todo, foi exibido cerca de dez títulos. Que foram enxergados pela crítica e o público (que lotou Teatro Guararapes) como obras de baixo nível artístico.

severo

Tesouros do Araripe alertou sobre a importância da paleontologia no sertão de Exu, e como é necessário que as pessoas dessa região tenham conhecimento da causa. O relato pouco acrescenta e é muitíssimo mal realizado, do ponto vista cinematográfico; Já Au Revoir começa e termina de maneira arrastada, criando uma rima pontual com sua co-protagonista. Além de ser quase um velório pré-anunciado; Pontas de Pedros e Pedras, de certa maneira, homenageia a conhecida praia de Ponta de Pedra e seus moradores, em relação à cultua local; Por outro lado, o ovacionado Severo tem um início bastante interessante, por sua montagem e trucagem visual atípica. No entanto, seu desfecho é tolo e mesquinho; Fechando os mini-filmes estaduais está Rabutaia, mais uma bela história de um senhor ninguém. Que, sim, encanta.



O primeiro curta a nível nacional foi o paulista O Filho Pródigo, onde se nota belos planos e enquadramentos one-point perspective. Todavia, este possui um roteiro carente de boas ideias; Linguagem, sem dúvidas, foi o filme mais comentado da noite. É deveras bem intencionado, mas o experimentalismo didático e seus argumentos pretensiosos empalidecem o conteúdo; No Tiro do Bacamarte mais parece uma reportagem, de um movimento marcante na cultura brasileira, que propriamente cinema; O paraense, No Movimento da Fé, impressiona, pois relata, com preciosismo de detalhes, todos os preparatórios para tradicional procissão dos filhos de Nazaré. O quanto a cidade se envolve, atingindo até as forças armadas; Por fim, Notícias da Rainha traz um lado mais lúdico, e aborda uma história particular, mas falha miseravelmente no orquestrar da fita. Os simbolismos não funcionam e suas cenas intimistas não prendem a plateia.

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A noite foi encerrada com um dos longas mais esperados do festival, o novo trabalho do consagrado cineastas Wes Anderson, O Grande Hotel Budapeste (EUA), como hors concours. Inédito no Brasil, teve sua estreia mundial na noite de abertura do Festival de Berlim, ainda em fevereiro. E, como era aguardado, encantou os presentes. Breve, postaremos aqui a crítica do filme, com uma analise aprofundada, mas podemos adiantar que este, como os demais títulos da carreira do diretor, possui um visual absolutamente fascinante e detém de um roteiro que conquista aos poucos, indo numa enorme crescente quase infinita. A estreia oficial é no dia 26 de junho desse ano.

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