Crítica 2 | Aladdin – Guy Ritchie entrega ‘um filme ideal’ com alma e coração

CríticasACrítica 2 | Aladdin - Guy Ritchie entrega 'um filme ideal' com alma e coração

Dirigido por Guy Ritchie (Rei Arthur: A Lenda da Espada), Aladdin chega com tudo aos cinemas, mostrando que a Disney ainda tem muito a contar com suas releituras dos grandes clássicos da empresa. Com um elenco não tão conhecido (tirando o sempre ótimo Will Smith), a produção entrega uma história muito bem contada com o dinamismo característico do diretor. Aladdin é uma obra que não depende da nostalgia para se sustentar e desponta como mais um enorme sucesso da Casa do Mickey.

É raro falarmos isso nos dias de hoje, mas Aladdin é um filme com alma! Nem o fato de ser uma releitura impede que a narrativa te envolva num Mundo Novo. Cada canção, seja clássica ou inédita, é encaixada de forma orgânica para complementar cenas visualmente belíssimas e de um dinamismo frenético. Isso é mérito da direção de Guy Ritchie que, mesmo mais contido em sua assinatura cinematográfica, entrega um trabalho seguro, mas com personalidade. Seus cortes rápidos de cena estão presentes, assim como alguns slow motions que chegam a flertar com o brega, porém, não chegam a incomodar por toda a composição visual. É um espetáculo de cores e magia especial. E quando o assunto é Disney, Magia é essencial.

O elenco é um espetáculo à parte. Mena Massoud esbanja carisma e simpatia ao viver o ladrão que dá nome ao filme. Ele transparece inocência e malícia, tal qual pede o personagem, e suas interações como o macaquinho Abu são divertidíssimas. A Princesa Jasmine ganha uma dose a mais de Girl Power e mais destaque com a atuação de Naomi Scott, que tem uma voz incrível. O vilão Jafar, vivido por Marwan Kenzari, é mais novo do que no original, mas não menos ameaçador. Por fim, Will Smith se apoia mais no seu carisma do que no seu poder de atuação para entregar um Gênio DIVERTIDÍSSIMO! É como se o Will de Um Maluco No Pedaço ganhasse uma versão adulta e azul em tela. É um Gênio malandro e molecão que chama atenção para si quando entra em cena.

O roteiro segue a mesma linha da animação original, fazendo algumas alterações pontuais para modernizar a história e permitir o crescimento de alguns personagens. O mesmo vale para as músicas que, em sua grande maioria, já foram ouvidas no filme animado dos anos 90. Houve apenas uma ou duas canções adicionadas e devem ser bem aceitas pelo público por seguirem o mesmo estilo musical.

Um ponto que pode causar polêmica entre os fãs xiitas é uma decisão um tanto quanto entendível dado o nosso cenário ocidental. O filme é todo ambientado na Arábia, mas, provavelmente visando deixar a ambientação mais palatável para o público “deste lado do mundo”, houve uma mistura visual com outras culturas asiáticas, principalmente a indiana. Isso traz uma pluralidade de cores e figurinos que enchem os olhos e se distanciam, por exemplo, da paleta morna de O Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (2010). É uma daquelas mudanças que vêm para somar.

Mas como nem tudo é perfeito, o único ponto fraco do filme é o CGI. A aparência do Gênio flutuando do tamanho “normal” varia entre o crível e o “nossa, mas isso parece um bonecão”. Faltou um pouco de cuidado aí e essa é a minha única grande crítica à produção.

Enfim, Aladdin é o próximo grande sucesso dos cinemas e vai conquistar os fãs e os não fãs da animação dos anos 90. É o melhor Live Action dessa nova fase da Disney. Uma aventura de primeira, fluida, absurdamente divertida e com um visual espetacular. A adaptação perfeita! Corram para os cinemas!

Pedro Sobreiro
Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.

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