Um jovem adolescente com problemas de socialização na escola, que gosta de uma menina mas não tem coragem de falar com ela, tem dois melhores amigos nerds e sofre bullying na escola. Um dia, fugindo dos valentões, ele acaba encontrando um artefato mágico que lhe dá superpoderes para se transformar num verdadeiro herói (de si mesmo) e ganha a autoestima necessária para correr atrás de seus sonhos. Parece a trama de um bocado de filme que você já viu por aí né? Este é o mote de ‘A Grande Luta’, comédia infanto-juvenil lançada pela Netflix este mês.

A grande diferença do longa de Jay Karas é que em vez de construir um filme de super-herói no qual o protagonista ganha seus poderes para se tornar uma criatura mística fora da realidade, o longa busca uma justificativa muito mais palpável: na trama, Leo (Seth Carr, mais conhecido por ter feito o jovem Killmonger em ‘Pantera Negra’) é um fã de WWE e, um dia, encontra uma máscara de luta mágica que lhe dá poderes especiais para se tornar um verdadeiro lutador.

Ok, o argumento é meio bobinho, mas, ao mesmo tempo, não é legal um filme dar os superpoderes para a criança com algo muito mais simples e dentro da realidade delas? Algo entre ‘Shazam’ e ‘Homem-Aranha’ – que, aliás, é mencionado pelo próprio protagonista, que se compara ao cabeça de teia.

O grande diferencial de ‘A Grande Luta’ é que ele traz o universo do WWE (World Wrestling Enterteinment, o campeonato mundial de luta-livre) para dentro do filme. Assim, em vez de meros coadjuvantes nas cenas, temos a participação mais que especial de lutadores de verdade, como Keith Lee (como o lutador-cantor Smooth Operator), Elias Samson (como o vilão Samson), Matt Polinsky (como o comentarista Corey Graves), a ex-lutadora e comentarista Renee Young fazendo o papel de si mesma, além de Kofi Kingston como ele mesmo e muitos outros lutadores. Imagina a festa que deve ter sido as gravações para essa galera? Sem contar que o filme foi produzido para a própria WWE Productions, o que sinaliza sua intenção de prestar merecida homenagem a este esporte tão divertido.

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A história de Larry Postel teve um roteiro escrito a quatro mãos, e talvez isso tenha prejudicado um pouco sua narrativa. Enquanto o núcleo de Leo e seus amigos funciona muito bem, com muita ação e uma edição ágil semelhante a de jogos de videogame, essa parte contrasta gritantemente com o núcleo do drama familiar de Leo, com um pai (Adam Pally) que só entra em cena para trazer seriedade à trama, desacelerando o ritmo do longa. Neste segundo núcleo o que se salva é o humor de Tichina Arnold, como a avó do Leo.

Com uma trilha sonora bem moderninha, o longa de Jay Karas faz uma mistura de comédia e ação juvenil bem na medida, o que o torna divertido, engraçado e com grande potencial de agradar a garotada na faixa dos doze anos. Para os adultos, a dica é assistir focando na performance dos lutadores, que é de longe o grande destaque. Afinal, a luta-livre é um esporte bastante performático – e isso encaixa muito bem num longa-metragem.

 

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