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Crítica | Amor Garantido – Deliciosa Comédia Romântica da Netflix lembra os clássicos dos anos 90


Relacionar-se com outras pessoas nunca foi fácil, seja no passado ou nos tempos atuais. Hoje, talvez, seja até mais difícil – nós não temos tempo, não encontramos a pessoa certa, tentamos ir nos distraindo com as erradas e, no final das contas, ficamos frustrados com tanto investimento e pouco resultado. Mas então inventaram os aplicativos e redes sociais de namoros que, de uma forma ou de outra, dizem que você encontrará o amor da sua vida através da plataforma deles. Será?

Ao menos foi nisso que acreditou Nick Evans (Damon Wayans Jr.) ao se inscrever no site ‘Amor Garantido’, que – vejam só – garantia que qualquer um encontraria o amor através do site. Só que Nick já foi a mil encontros com mulheres e ainda não encontrou o amor da sua vida. Sim, MIL encontros. Decepcionado, ele decide contratar a advogada Susan Whitaker (Rachel Leigh Cook) para processar o site de relacionamento.



Em uma hora e meia de duração, ‘Amor Garantido’ constrói uma atmosfera deliciosa para os fãs de comédia romântica. Embora o argumento do filme seja questionar a ética e a eficácia dos sites de relacionamento, o roteiro de Elizabeth Hackett e Hilary Galanoy parte de Susan Whitaker para contar o filme. A acertada decisão de jogar o protagonismo na personagem mulher faz a diferença na narrativa: ao fazê-lo, aproxima o público alvo da trama. Mais ainda: por ser a protagonista uma advogada, o roteiro encontra bastante espaço para demonstrar o peso que ter uma carreira e o negócio próprio recai nas mulheres, que são sempre cobradas de terem um relacionamento amoroso.

Aliás, vamos falar um pouquinho da advogada Susan Whitaker, cujo guarda-roupa é de inspirar qualquer uma. Tudo que ela usa é muito fofo, até mesmo o carro! E a química entre os dois protagonistas é sincera, fazendo o espectador realmente torcer pela felicidade deles. Nessa desventura amorosa em busca do ‘Amor Garantido’, temos até uma participação especial de Heather Graham, como a afetada dona do site de relacionamentos e a hilária parceria entre Sean Amsing e Lisa Durupt, como os assistentes de Susan Whitaker.

É claro que aqui e ali o roteiro dá umas escorregadas meio nada a ver – especialmente com a repetição de piadas meio “espontâneas” demais, que ficam totalmente deslocadas na cena –, mas nada que comprometa a evolução do enredo. Portanto, o comando de Mark Steven Johnson na direção alcança o resultado esperado pelo espectador: um filme leve, descontraído e na medida para quem ama filmes com finais felizes. Aliás, o próprio final, é tão bem-feitinho, que, caramba, que alegria que dá!

Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.
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