Crítica | Angry Birds 2 – Sequência tem ritmo frenético e é muito mais divertida

Crítica | Angry Birds 2 – Sequência tem ritmo frenético e é muito mais divertida

Nota:


Quando estreou, lá em 2016, Angry Birds acertou em trazer o mundo dos jogos de celular para as telonas numa grata surpresa para o mundo das animações. E agora, em 2019, a produção chega com uma sequência ainda maior, mais divertida, empolgante, e claro, com mais personagens amalucados.

Se em Angry Birds – O Filme a premissa era ver qual o melhor time, porcos ou pássaros, em Angry Birds 2 temos os monstrinhos voadores precisando se unir contra um novo inimigo em comum, que surge de uma forma misteriosa e perigosa vindo de uma terceira ilha.

Com um humor bastante físico, feito totalmente para as crianças menores, e piadas um pouco mais sutis com um tom um pouco mais adulto, Angry Birds 2 faz um filme que deve agradar todas as faixar etárias ao entregar numa história ágil, e que acerta todos os quadradinhos de como fazer uma boa animação.

Angry Birds 2 é uma mistura de filme de assalto no melhor estilo Onze Homens e Um Segredo, com filme de formação de equipe a la Vingadores, numa sequência espirituosa e hilariante que marca o retorno das figuras carismáticas vistas no primeiro filme, e apresenta novos personagens que se encaixam muito bem na trama e fazem a diferença para o filme empolgar e divertir.

A sequência sabe quem é seu público-alvo e trabalha no desenvolvimento da trama a partir disso. O longa acelera sua história para contar como Red (Marcelo Adnet retorna na versão dublada), Chuck (voz de Fábio Porchat na versão nacional), Bomba e Mega Águia se unem aos porcos Leonard e Garry para tentarem descobrir quem, ou o quê, ameaça ambas as ilhas com bolas de gelo que estragam a paz dos nossos personagens.

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Além de apresentar seu principal conflito a ser superado pelos heróis, nos introduz a novos personagens do longa que surgem com as figuras das pássaras Silver e Courtney, onde o filme mescla tudo isso com as aventuras do trio de passarinhas filhotes Zoe, Beatrice e Lily – terminando no meio de toda a confusão.

Angry Birds 2 tem um ritmo bem rápido com piadas “piscou perdeu”, e usa de um tom cômico que se mostra muito eficaz para dar uma agilidade para o filme decolar. Como no primeiro filme, tudo é contado de uma forma colorida e vibrante, onde o roteiro do trio Peter Ackerman, Eyal Podell e Jonathon E. Stewart se garante ainda em apresentar algumas surpresas, principalmente envolvendo a misteriosa vilã, a pássara roxa espalhafatosa chamada Zeta, que quer dominar novos territórios com motivos ocultos.

Angry Birds 2 então reúne seus personagens na criação de um grande plano para invadir o local e deter a megalomaníaca vilã, o que acaba por render bons e divertidos momentos, seja com os personagens penetrando o local com uma fantasia mecânica, e fazendo os guardas dançarem, ou ainda colocando o plano cheio de erros, furos, em ação, o que nos entrega momentos animados e dançantes embalados numa trilha sonora bem marcante e que deve grudar na cabeça do espectador. Ou seja, nada que os pais de crianças não estejam acostumados.

Melhor que seu antecessor, Angry Birds 2 mostra que realmente existem outras animações e franquias animadas para torcemos e acompanharmos por aí. A animação ainda consegue passar uma mensagem sobre a importância da amizade e de abraçarmos nossas diferenças – bem bacana para as crianças de uma forma bem lúdica e sem soar didática ou forçada.

No final, em Angry Birds 2 não há motivos para ficar bravo, apenas assistir a uma leve e engraçada animação, e desconectar por algumas horas, o que às vezes pode ser muito bom.

 

 



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