Crítica | DC’s Legends Of Tomorrow – Tala Ashe salva terceiro ano da série

– Sério? Vocês salvaram o mundo?
– Duas vezes!
– Então por que ainda continua uma bosta?

E a terceira temporada de DC’s Legends Of Tomorrow chegou ao fim. A adaptação de Greg Berlanti, Marc Guggenheim, Phil Klemmer e Andrew Kreisberg, já renovada para o quarto ano, acertou em algumas coisas e errou em outras. Mas vamos lá.

Há alguns (bastante) meses fiz um texto elogiando a segunda temporada das Lendas (leia aqui), que conseguiu abrir mão de tudo aquilo que a prejudicava, personagens, storylines, etc, e realizar um segundo ano de dar gosto. Nesta terceira fase, foi um misto de elementos enriquecedores e outros que acabam por prejudicar a evolução da história a outro patamar. O roteiro, que possui as melhores referências já vistas em séries da DCTV, parece estar numa montanha russa de altos e baixos.

O início da temporada mantém o ritmo ao qual o público está acostumado e traz novos personagens interessantes, e que adicionaram bastante ao time. O grande problema se encontra no retorno de Damien Darhk (Neal McDonough), pois parece, mais uma vez, estar contando a mesma história com outra roupagem. É como ver o conflito Lance (Caity Lotz) versus Darhk todo de novo. É uma repetição desnecessária dentro da produção, que somente descredita a série. Eu não sei vocês, mas estou saturada deste vilão.

Por outro lado, dois acréscimos são essenciais, sendo uma delas a protagonista do melhor episódio deste ano: Zari Tomaz (Tala Ashe). Ela é, sem dúvidas, uma das melhores coisas a acontecer em DC’s Legends Of Tomorrow. A personagem, que é uma hacker talentosa, possui química com todos os presentes e realiza as cenas mais divertidas. É, de fato, tudo aquilo que nem o público sabia que precisava. Sem contar todo o contexto criado para o histórico dela que só acrescenta camadas à mesma e à aproxima da realidade atual (mesmo que ela seja do futuro). Ashe faz um trabalho incrível interpretando a Ms. Tomaz (leia na voz da Gideon) e não dá para imaginar outra atriz no lugar.

Outra adição positiva é Ava Sharpe (Jes Macallan), que, em um excelente slow burn, constrói um relacionamento com a Capitã da Waverider e adquire a própria narrativa, tendo, inclusive, um capítulo para si. É importante salientar esta construção de relacionamentos amorosos dentro da série, pois não somente coloca alguém ali para ser par romântico, mas também dá-lhe uma história (cof cof pode aprender com eles Supergirl cof cof).

A saída de Jax (Franz Drameh) e Martin (Victor Garber) não deixa um vácuo na narrativa, pois logo o telespectador é preenchido pela presença do Wally West a.k.a. Kid Flash (Keiynan Lonsdale) e as participações especiais de John Constantine (Matt Ryan), que ganha residência fixa na próxima temporada. Ambos já construindo uma ligação com o elenco fixo e mostrando que a interação função. A saída mais sentida pode vir a ser a de Maisie Richardson-Sellers, que deu vida a Amaya Jiwe. É compreensível que a história da líder de Zambezi precisasse chegar a este ponto, mas isso não quer dizer que o público não sentirá falta.

Em termos de ritmo, construção de narrativa, direção e elementos técnicos que compõem uma produção audiovisual, a série acerta quando a história desfoca um pouco dos Darhk e trata mais a respeito das Lendas, quem eles eram e quem estão se tornando. E provoca tédio quando os episódios giram em torno do que já havia sido visto antes. Mantendo a onda de referências e participações especiais, é preciso citar duas importantes: Lovell Adams-Gray interpretando Barack Obama, e fazendo leves críticas ao contexto atual norte-americano. E claro, John Noble sendo John Noble e a voz do vilão Mallus.

Se DC’s Legends Of Tomorrow, finalmente, abrir mão dos Darhk, trouxer novos vilões e plots, mantiver as referências, o bom humor e a química dos personagens, ela tem tudo para voltar ao eixo de uma das melhores séries da DCTV atualmente. Agora resta aguardar!

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