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Crítica | El Turco – Can Yaman Encarna Herói Sexy Imparável em Série Turca Histórica da Globoplay


Dois fenômenos têm tomado conta das redes e das plataformas nos últimos anos: as novelas turcas e Can Yaman. O ator turco, conhecido pelo seu porte físico imponente e um olhar 43 que faz qualquer um derreter, já vem chamando a atenção das espectadoras mundo afora, que vêm conseguindo assistir às produções da Turquia por meios alternativos. De olho nesta crescente demanda, a Globoplay estreou, com exclusividade no final de março, a minissérie histórica ‘El Turco’ para seus assinantes, e esta foi a melhor escolha que a plataforma fez em muito tempo – afinal, ‘El Turco’ é muito boa em muitos sentidos.

No século XVI, o exército otomano se expandia pelo território do sudeste europeu, ocupando vilarejos, derrotando governos e sequestrando crianças, que eram levadas e convertidas ao islamismo para, mais tarde, se tornarem janízaros – a elite do exército turco. Porém, depois de ser desertado, Hasan Balaban (Can Yaman) vaga até chegar ao vilarejo de Moena, no norte da Itália, onde conhece o menino Topo (Jónás Hefler) e Gloria (Greta Ferro), e rapidamente cria afeição por eles e pelo local. Mas o dragão de Viena, Marco (Will Kemp) está de olho numa vingança, e, sob o pretexto de defender o território do príncipe Francesco di Paulo (David Nykl) ele iniciará uma guerra com a população local.



São apenas seis episódios de cerca de quarenta minutos cada, mas a história de ‘El Turco’ é tão envolvente que dá super para maratonar de uma sentada só. Baseada em eventos reais e no romance de Orhan Yeniaras, o roteiro de Kerem Deren e Çisil Hazal Tenim explora os eventos e personagens da História turca e mesclam com ficção e uma boa dose de romance picante. O resultado é que o público tanto fica interessado na trama, como também, em paralelo, aprende História, e se sente impelido a buscar mais informações sobre os eventos citados no enredo.

Para se ter uma melhor ideia visual, ‘El Turco’ fica algo entre ‘Game of Thrones’ e ‘Vikings’, mas com uma dose de novela da Record para suavizar o drama. Ou seja, ao mesmo tempo em que temos mortes e golpes que fazem sangue voar, o diretor Uluç Bayraktar não se demora nisso, pois o importante é fazer a história andar. Ainda assim, também temos aquela – péssima – mania das séries históricas de criar personagens adoráveis que conquistam o público só para tirá-lo da gente em seguida. Que raiva!

Se um ‘El Turco’ já é bom, quase no meio da série os companheiros de Hasan aparecem na trama, para terminar de conquistar o espectador. O trio Guido (Slavko Sobin), Yedder (Haluk Piyes) e Decebal (Armagan Oguz) ajuda a transportar a mente do espectador para as histórias de ‘As Mil e Uma Noites’ e as tramas bíblicas, cada um representando um pilar da sociedade. Enquanto o líder, Hasan, entrega músculos e força tanto nas suas cenas de batalha quanto nos momentos mais calientes (o único da carreira de Can) com Gloria. E verdade seja dita: os quatro atores mandam muito bem nas cenas de batalha, o que demonstra dedicação e emprenho do elenco como um todo.

Misturando romance, paixão, fantasia e ação com História e muito peitoral bronzeado com óleo de um protagonista bonitão e selvagem, ‘El Turco’ nos remete às paixões desérticas e aos contos de fadas. Uma série que merece todo o sucesso que tem feito mundialmente e que felizmente a Globoplay trouxe oficialmente para o público brasileiro.

Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.
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