Crítica | Família ao Resgate - Primeiras Impressões: 1x01 ao 1x05

Crítica | Família ao Resgate - Primeiras Impressões: 1x01 ao 1x05

Nota:

As produções seriadas que possuem em seu cerne a temática de relacionamentos familiares tendem a se encaixar em dois polos diferentes: ou são muito boas ou muito ruins. É difícil encontrar um meio termo nesta área seja no âmbito de sitcom e/ou comédia, ou drama. É preciso muito cuidado com a abordagem e com o elenco escolhido, afinal, o núcleo precisa ter uma química singular.

Recentemente, a Netflix lançou a série Família ao Resgate (originalmente Northern Rescue), trazendo a história dos West. Após Sarah (Michelle Nolden), a matriarca da família, morrer de câncer, John (William Baldwin), o patriarca, decide sair da cidade grande com os três filhos adolescentes para o interior, local de seu nascimento. O fato ocorre após o sujeito ser recusado para uma promoção e receber a oferta de se tornar o comandante da equipe de busca e resgate da cidade para onde se muda.

A produção que leva o nome de Mark Bacci (Between), David Cormican (Caçadores de Sombras) e Dwayne Hill (Blood Horn) como criadores possui um roteiro tão arrastado que mais parece a hora da morte. Os episódios que contam com 43 minutos de duração dão a sensação de que o espectador está sentado na frente da TV há duas horas assistindo algo que, aparentemente, não vai acabar nunca. O piloto apresenta as situações com muita rapidez e parece que o plot, que leva aos futuros acontecimentos, se desenvolve tão rápido que não dá tempo ao público de compreender as reações dos personagens.

Aproveite para assistir:



Os cinco primeiros capítulos, que foram os conferidos por essa que vos escreve, seguem o padrão de baixa qualidade. O enredo não é atrativo e o tema, aparentemente, principal que é o luto e como cada um lida com ele, se perde em alguns personagens cujo grande mistério não passa de algo comum nas produções audiovisuais, causando até decepção no telespectador -  que é desde o início instigado a pensar em algo de maiores repercussões.

Os personagens que protagonizam a produção não criam simpatia alguma com o público e não abrem espaço para que haja curiosidade de conhece-los melhor. Suas personalidades são rasas e já vistas muitas vezes em outras séries. Baldwin não entrega nada novo como o pai de família, assim como seus dois filhos Maddie West (Amalia Williamson) e Scout West (Spencer Macpherson), cujas atuações desapontam logo de primeira. Quem mais chama atenção e entrega um trabalho melhor é a mais nova dos West, Taylor (Taylor Thorne) e a irmã de Sarah, Charlie Anders (Kathleen Robertson).

Nos quesitos técnicos, a arte cria ambientes e espaços de acordo com o exigido pela cena e peca, juntamente à fotografia, em certos cortes dentro de uma cena cuja cor muda drasticamente. Outro ponto a se destacar são os pequenos erros de continuidade que, em certos momentos, são visíveis para qualquer espectador mais detalhista. Já a direção faz o que deve e pode com o roteiro que possui.

Se em seus cinco primeiros episódios Família ao Resgate não consegue convencer ou instigar o público a querer acompanhar mais da família West, fica difícil imaginar que nos outros que restam para completar a primeira temporada a série vá intrigar o espectador a assistir mais e corrigir os erros já acumulados.


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