Crítica | Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas – um show de memes

Já conhecemos o Hotel Transilvânia desde 2012 quando o humano Johnny foi parar sem querer no estabelecimento do Conde Drácula, no período em que o local estava repleto de ‘monstros’ para a festa de Mavis. Depois vivemos as aventuras de Drac, ao colocar o neto em um treinamento especial, pois o menino não mostrava o lado vampiro. Agora, em 2018, somos convidados a embarcar nas férias da família da Transilvânia e descobrir um pouco mais sobre o mais famoso vampiro.

A trama do terceiro filme da animação tira o telespectador, mais uma vez, do ambiente comum e embarca todos em uma viagem por um cruzeiro monstro. A história não perde o ritmo e nem o timing de diversão garantidos nos dois primeiros. É uma hora e trinta e sete minutos de boas risadas tanto para as crianças quanto para adultos. É impossível não comentar sobre a qualidade em adaptar situações do cotidiano atual, seja nos Estados Unidos ou no Brasil, para dentro da narrativa. É como se os roteiristas se modernizassem a cada roteiro de Hotel Transilvânia.

É claro que é mais do que necessário destacar a dublagem brasileira, que tem nomes como Alexandre Moreno no papel do Drácula, Fernanda Baronne como Mavis, Mauro Ramos dando vida a Frankenstein, Marcelo Garcia é Griffin, entre outros. Além de estar pontual com as gírias usadas pelo público em questão (brasileiro), as mesmas se encaixam também com maestria nas cenas apresentadas. É um desses matchs perfeitos entre voz, cena e personagem que não encontramos todo dia nas produções audiovisuais animadas.

Genny Tartakovsky, que também assina a direção dos dois primeiros, e é co-roteirista deste junto com Michael McCullers (Uma Mãe Para o Meu Bebê), realiza um trabalho excelente no comando do longa-metragem visando sempre manter as qualidades anteriormente vistas. A trilha sonora também está excelente e inclusive, prepare-se para uma surpresa positiva ao longo do filme.

É importante nas animações em geral a delicadeza ao abordar temas centrais na sociedade atual, visando utilizar uma linguagem que esteja acessível às crianças que assistem ou despertem-lhe a curiosidade para indagar os pais. É um trabalho entre entretenimento e mensagens positivas sobre como tratar o próximo e respeitar as diferenças. Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas faz isso muito bem, mantendo, mais uma vez, a relevância dos primeiros. Inclusive, este possui um personagem já conhecido de outros tempos, com uma roupagem semelhante ao que o espectador já o viu fazer, contudo, a maneira como a história transita para o gran finale é onde está o diferencial.

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas não só vale o tempo dos filhos que, sem sombras de dúvidas, irão se divertir bastante, mas também dos pais. É divertido, reflexivo e com inúmeras referências a ‘cultura dos memes’. Preparem-se para ter um excelente momento com toda a família e se apaixonar novamente por Conde Drácula.

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