Crítica | Klaus – Divertido, contagiante e delicioso filme de Natal da Netflix

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CríticasCrítica | Klaus - Divertido, contagiante e delicioso filme de Natal da Netflix

Bastante recheado de produções natalinas até então, muitos afirmam que o catálogo da Netflix trouxe de volta o apelo para este tipo de produção mais água com açúcar que inunda as TV nesta época festiva que se aproxima. E com Klaus, o serviço de streaming estreia seu primeiro longa de animação, e não é que começamos bem?

Klaus entrega um divertido, contagiante e delicioso filme de Natal, em um daqueles que acerta ao resgatar o espírito de produções mais simples para contar sua história e nos encantar com personagens incríveis.

Ao terminar de assistir ao filme, o espectador deve se sentir recebendo um sopro quente numa manhã gelada, Klaus é como acordar e receber presentes numa manhã de Natal. Temos aqui uma história leve, e que nos conquista ao passar uma mensagem espirituosa sobre gentileza, companheirismo, e lutar contra as diferenças, que são muito bem transmitidas e que são colocadas na trama sem soar piegas ou forçada.

E como uma boa animação, tudo começa com um personagem que verá sua vida mudar em breve, e aqui somos apresentados para um carteiro em formação, o vida boa Jesper (voz de Rodrigo Santoro na versão nacional) que recebe como punição ir trabalhar na fria e longínqua cidade de Smeerensburg para tocar a agência dos correiros local. A cidadezinha não é das mais fáceis e seus moradores vivem em pé de guerra entre si, numa disputa familiar que dura milhares de anos.

Jesper tem uma meta a ser batida para sair de lá, e voltar para as mordomias da casa de seus pais. Assim, o jovem começa a bolar os mais diversos planos para tentar sair o mais rápido possível. E Klaus segue as estruturas narrativas das boas e velhas animações tradicionais, seja no traço mais 2D de seus personagens, ou como teremos o desenvolvimento da história contada. Klaus é uma animação para se emocionar e divertir.

Para manter seus planos em dia, Jesper conta com a ajuda de um senhor que vive numa cabana isolada, o carrancudo Klaus (voz de Daniel Boaventura na versão nacional), e da professora Alva (voz de Fernanda Vasconcellos na versão nacional). Aqui os três parecem ter uma agenda diferente quando se trata de viver na cidade: Klaus quer manter distância do local, e Alva economizar o máximo de dinheiro possível para sair de lá o quanto antes. 

O mais bacana de Klaus é que o longa usa de diversos artifícios para explicar a criação dos mais variados mitos relacionados ao Natal, o que deixa a animação ainda mais divertida e interessante de se acompanhar. Além da batalha de Jasper para animar a cidade marcada pelos conflitos entre as famílias rivais, vemos também  como a lenda da figura do Papai Noel foi criada.

Klaus então explora a criação da risada marcante do bom velhinho, o motivo que a roupa vermelha foi escolhida, a introdução do motivo pelo qual o trenó é puxado pela renas, e claro, a tradição das crianças de enviar cartas e receber brinquedos em troca. Jasper usa a quantidade de cartinhas enviadas para o vizinho da cara fechada a fim de atingir a meta para sair da cidade.

A história simples, o bom trabalho de produção das animações,  a trilha sonora marcante, e a conexão com os personagens fazem de Klaus uma das melhores animações do ano até agora. Temos aqui, a criação de um mundo realista sobre as origens de uma das figuras e tradições mais marcantes do mundo, entregue de uma forma leve, cheia de bons e hilários momentos, e mostra o verdadeiro significado dessa época: unir as pessoas.

 

Klaus chega na Netflix em 15 de novembro.

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Miguel Morales

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