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Crítica | Lady Gaga mergulha no synth-pop oitentista com a inédita “The Dead Dance”


Há alguns meses, Lady Gaga fez um glorioso retorno ao mundo da música ao lançar seu aguardado sétimo álbum de estúdio, o aclamado ‘MAYHEM’. Retornando às raízes que a colocaram no centro dos holofotes e como um dos pilares da música pop atual, a titânica artista apostou fichas em incursões do dance, do house, do EDM, do synth e até mesmo do soft-rock para construir um universo caoticamente controlado – ressignificando o título que deu ao compilado de originais e reafirmando sua importância no cenário do show business.

Para além de um dos melhores álbuns de sua carreira e da década, Gaga continuou a expandir esse cosmos com uma série de shows promocionais, no Festival Coachella, em Copacabana e como parte da turnê do disco, promovendo um encontro entre música e audiovisual em um espetáculo apoteótico que continua a colher frutos mesmo nos aproximando do final do ano. E, como novo capítulo dessa odisseia criativa, Gaga foi escalada para uma breve aparição como Rosaline Rotwood na segunda temporada de Wandinha, popular série da Netflix que remodela a clássica franquia A Família Addams.

E quando falamos de Gaga, falamos de música; logo, não é surpresa que ela tenha guardado mais uma surpresa para seus fãs com um single inédito intitulado “The Dead Dance”. Integrando tanto a trilha sonora da série quanto o álbum, a faixa é uma explosão que nos prepara para o Dia das Bruxas ao pegar páginas emprestadas de nomes como Michael JacksonPrince e nos convidar para as pistas com uma infusão synth-popelectro-dance de tirar o fôlego e que se mantém fiel à estética dark que vem fomentando desde o começo de 2025.



Ao longo de quase quatro minutos, a artista nos convida para mais uma elaborada e maximizada joia fonográfica que mistura originalidade com nostalgia em uma pulsante pop-banger que preza pelo hedonismo sem culpa, mesmo em meio a situações delicadas e melancólicas. Afinal, o popular ditado “quem canta seus males espanta” pode muito bem ser traduzido para “quem dança seus males espanta” – e, por essa razão, Gaga nos convida a deixar os problemas de lado e se jogar de cabeça no prazer escapista, por mais efêmero que seja.

Reunindo Andrew WattCirkut tanto na composição quanto na produção, “The Dead Dance” é uma viagem no tempo que constrói uma ponte entre passado e presente, arremessando-nos em uma jornada inebriante e que conta com todos os elementos que transformaram Gaga em um ícone da geração. E, é claro, a música viria acompanhada de um teatral, exagerado e divertido videoclipe, comandado por Tim Burton (criador de Wandinha) e reunindo inúmeras referências estilísticas que prestam homenagem a Jackson, Kenny Ortega e o próprio Burton.

Lembrando que a música e o videoclipe já estão disponíveis nas plataformas digitais.

Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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