[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS] 

Se você ainda não assistiu ao quinto episódio de Loki, não leia esta matéria para não receber spoilers.Depois de um quarto episódio frenético, que veio para compensar o marasmo do terceiro capítulo, o quinto episódio de Loki mistura o ritmo acelerado de seu antecessor com a falta de desenvolvimento de trama do terceiro episódio. No entanto, eles trazem alguns easter eggs para tentar compensar essa falta de história e introduzem um inimigo clássico de um vilão especulado na série.

O episódio começa de onde terminou a pós-créditos da semana passada, com o Loki (Tom Hiddleston) sendo enviado para o Vazio, onde é resgatado pelos Lokis Variantes, que estão fugindo eternamente de uma criatura chamada Alioth.



Nos quadrinhos, Alioth, o Usurpador, é uma entidade além do tempo que rivaliza diretamente com outro déspota temporal: Kang, o Conquistador, que muitos acreditam ser o verdadeiro vilão da série. Assim como nas HQs, os poderes dele incluem absorver massa e matéria de diferentes linhas temporais, fazendo dele um grande “guarda” para evitar esses “desvios” que supostamente são as variantes.

Outra referência que flerta com a vinda de Kang é essa suposta Torre dos Vingadores aí em cima. Desde o primeiro trailer da série, todos acharam que esse prédio era uma versão pós-apocalíptica da Torre Stark, mas esse episódio mostra um logo das empresas Qeng, que são geridas por um pseudônimo de Kang, o Conquistador.

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Ao fim do episódio, Loki e Sylvie (Sophia Di Martino) conseguem encantar o Alioth e caminham rumo a uma construção antiga, que alguns acreditam ser Chronopolis, uma cidade construída por Kang, que já havia aparecido brevemente na franquia Homem-Formiga, não à toa Kang está confirmado para ser a ameaça de Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania.

Falando em Homem-Formiga, o Jaqueta Amarela, vilão do primeiro filme do diminuto herói, aparece por meio da cabeça decepada de uma estátua sua. Lembrando que sua última aparição no MCU foi sendo encolhido rumo ao Reino Quântico, que, como mostrado em Vingadores: Ultimato (2019), é uma dimensão na qual o tempo e a realidade fluem de forma diferente. Ou seja, pode ser que o vilão retorne. Da mesma forma, vemos uma estátua quebrada do Tribunal Vivo, outra entidade superpoderosa do universo cósmico da Marvel, que já havia sido citada em Doutor Estranho (2016).



Partindo agora para os easter eggs sem tanta importância, tivemos a primeira aparição de uma das versões mais amadas do Thor: o Sapo Thor. Ele aparece preso num potinho com a identificação T.365, uma referência à HQ Thor #365, onde ele fez sua primeira aparição. Ele era um queridinho dos fãs do Deus do Trovão e sua aparição foi bem interessante.

Outro easter egg que os fãs não esperavam é o Thanoscoptero, provando que, em alguma realidade, o Thanos tentou enfrentar os Vingadores voando em um helicóptero furreca. Esse momento é um clássico bem tosco das HQs, mas foi legal ver que fizeram dele canônico em alguma realidade dessas que não nos foram mostradas. Da mesma forma, eles mostram a Esfinge com nariz, o navio USS Eldridge e muitas outras referências estranhas de realidade canônicas, porém não mostradas.

E esse é o grande problema do episódio. Eles te introduzem a muitas coisas incríveis a serem exploradas, mas não vão a fundo em nenhuma. Até mesmo o retorno do Mobius (Owen Wilson) é raso e aquém do esperado. Assim como grande parte das variantes do Loki. A maioria só aparece por breves momentos e não faz muita coisa, com exceção do Kid Loki, do Lokoste e principalmente do Véio Loki.

Porém, nos 15 minutos em que o episódio tenta desenvolver a trama da série, reparamos algumas coisas importantes. A primeira é que aquela história de futuro já estar definido e que o destino dos Lokis é sobreviver e ser excluído pode ser alterada, já que o futuro está sendo constantemente escrito. Assim, dois Lokis aprendem habilidades novas e se recusam a fazer parte daquele roteiro “prescrito” pra eles. E os diálogos entre Loki (Tom) e Sylvie aproximam demais os dois personagens, que podem criar eventos Nexus com sua relação. Isso tem potencial.

Outra personagem que pouco aparece, mas levanta questionamentos é Ravonna Renslayer (Gugu Mbatha-Raw). Ela tenta trapacear Sylvie para prendê-la e começa a buscar informações de como impedir a Deusa da Trapaça. Ela diz querer saber sobre quem são os verdadeiros criadores da TVA, mas não demonstra surpresa ou remorso em momento algum. Essa suposta curiosidade sobre os criadores parece mais uma cortina de fumaça para a personagem continuar sendo vilã e tentar surpreender o público no final. Nos quadrinhos, ela é esposa de Kang, o que fortalece a teoria dele ser vilão.

No entanto, a Marvel simplesmente ama esconder pistas falsas claríssimas para enganar o público. E como tudo está indicando que Kang será a mente por trás da TVA, não será surpresa se o último episódio não tiver o Kang. Isso porque os trailers mostraram momentos do Rei Loki que ainda não foram exibidos na série, incluindo essa versão andando pela TVA. Ou seja, pode ser que a grande ameaça seja também um Loki.

E aí, qual a sua teoria para o último capítulo de Loki? Será que Mobius vai enfim conseguir seu tão sonhado Jet-Ski? Diga nos comentários!



O último episódio de Loki estreia na próxima quarta-feira (14), somente no Disney+.

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