Crítica | Maze Runner: A Cura Mortal – Um desfecho digno… mas bastante cansativo

Crítica | Maze Runner: A Cura Mortal – Um desfecho digno… mas bastante cansativo

Nota:


Franquias baseadas em livros de ficção científicas para jovens adultos tomaram conta de Hollywood nos últimos anos. Tivemos casos bem sucedidos, como a franquia milionária ‘Jogos Vorazes’, e fracassos épicos como a ‘Saga Divergente‘, que sequer teve um fim nos cinemas devido à baixa procura do público com o penúltimo episódio.

Maze Runner’ cruzou um caminho decente nas bilheterias, mas teve a produção de seu último filme interrompida após um grave acidente o protagonista Dylan O’Brian – que teve alguns ossos da face quebrados após ser atingido por um carro em alta velocidade no set.

Após uma produção conturbada, que também contou com a gravidez da atriz Kaya Scodelario, o capítulo final finalmente chega aos cinemas com um atraso de quase dois anos.

Maze Runner: A Cura Mortal’ encerra a jornada de Thomas (O’Brian), que nos capítulos anteriores descobriu ser uma cobaia de um experimento científico e precisou escapar de um labirinto mortal.

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Por trás de uma possibilidade de cura para um vírus chamado Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pela empresa C.R.U.E.L., que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no C.R.U.E.L.?

Cheio de ação e repleto de efeitos especiais, ‘Maze Runner: A Cura Mortal’ é o filme mais agitado da trilogia e também o mais complexo.

Entre uma grandiosa cena de perseguição e outra, o roteiro entrega algumas das respostas para as perguntas feitas nos filmes anteriores e várias plot twists (algumas bastante óbvias), que encerram a trama de maneira bastante decente.

O problema da produção está em seu roteiro, que arrasta a trama demasiadamente e deixa o filme cansativo. O segundo ato tem uma barriga que atrapalha o andamento da história e deixa o pública cansado. O ato final, cheio de ação frenética, segue o mesmo caminho ao adicionar diversos finais falsos. Parece que o filme não vai acabar nunca.
Outro problema está na conveniência da resolução dos problemas: sempre que algo dá errado, logo surge uma salvação que soluciona de maneira pra lá de forçada o problema dos protagonistas. Esse recurso é usado nos filmes de ação, mas quando é repetido exaustivamente trata o espectador como idiota.

O diretor Wes Ball tem talento para dirigir as cenas de ação, e as paletas de cores da fotografia são incríveis: temos uma paleta azulada para as cenas dentro da cidade que remete a ‘Blade Runner’, e uma paleta alaranjada para as cenas caóticas fora da cidade, que lembram ‘Mad Max’. Aliás, esse filme lembra bastante a franquia ‘Resident Evil’.

Por fim, o sucesso da franquia está em seu jovem e talentoso elenco. Dylan O’Brian se prova um ótimo ator com grande carga dramática e consegue transparecer as emoções de seu protagonista. A atriz com descendência brasileira Kaya Scodelario também entrega uma personagem dúbia e bastante aprofundada como Teresa.

Mas quem rouba a cena aqui são Thomas Brodie-Sangster (Newt) e Rosa Salazar (Brenda), surpreendentemente ótimos.

Maze Runner: A Cura Mortal’ é uma ficção científica decente com um desfecho digno, mas é deveras cansativo em diversos momentos. Dava para enxugar pelo menos 50 minutos das 2 horas e 22 minutos da interminável produção.

Para os fãs dos livros e de filmes do gênero, é um prato cheio.



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