InícioCríticasCrítica | Meu Cunhado é um Vampiro – Leandro Hassum e Rômulo...

Crítica | Meu Cunhado é um Vampiro – Leandro Hassum e Rômulo Arantes Neto em Comédia de Riso Fácil da Netflix


Há alguns anos, o ator Leandro Hassum começou a participar das festas de fim de ano na casa dos espectadores brasileiros. Primeiramente, com o longa  ‘Tudo Bem No Natal Que Vem’, emocionante comédia dramática lançada em 2020; no ano seguinte, veio ‘Amor Sem Medida’, ao lado de Juliana Paes; com um lapso em 2022, em 2023 o ator voltou a estrelar na Netflix com dois projetos: uma série cômica, ‘B.O.’, e agora, no final do ano, mais um longa de comédia, ‘Meu Cunhado é um Vampiro’, aposta da gigante do streaming para o fim de ano e que já está disponível na plataforma desde a véspera de Natal.

Fernandinho (Leandro Hassum) é um ex-jogador de futebol que hoje mantém um programa na internet para comentar assuntos do esporte. Ele é casado com Vanessa (Monique Alfradique) e pai da pequena Moniquinha (Maria Flor Franco) e de Carol (Mel Maia), com quem a relação paternal anda estremecida desde que a jovem entrou na adolescência. Eis que, certo dia, o cunhado de Fernandinho, Greg (Rômulo Arantes Neto) chega de repente, após anos sem dar notícias à família. Aos poucos, Greg vai se acomodando na casa e conquistando a todos com seu sorriso bonitão e seu jeito bon vivant, mas Fernandinho, desconfiado, acha que o rapaz esconde algum segredo, pois seus sumiços durante o dia, sua vida noturna frenética e o caixão em seu quarto dão a entender que o cunhado talvez não seja alguma espécie de… vampiro!



Com uma hora e meia de duração, ‘Meu Cunhado é um Vampiro’ é o tipo de comédia para toda a família que cai muito bem numa tarde de encontros como ocorrem nas festas de fim de ano. Com todo mundo reunido, um filme de fácil digestão como ‘Meu Cunhado é um Vampiro’ é a sobremesa que todo mundo topa, justamente por já conhecer o sabor e os ingredientes.

Cada vez mais Leandro Hassum vai se firmando como aquele ator de comédia que faz os filmes que são bem recebidos pelo grande público, cujos protagonistas todos se assemelham em uma ou mais características e o pano de fundo é trocado de acordo com a temática. Para os fãs, todos os trejeitos do ator estão presentes neste longa, desde as caretas torcidas aos “iihs” e “huuum” – interjeições que seus personagens costumam pronunciar frequentemente nas cenas. Rômulo Arantes Neto está bem caracterizado como o vampiro galã inocente, contrastando com o protagonista e, portanto, arrancando risos do espectador. O filme ainda conta com participações bem especiais de Cezar Maracujá, Edson Celulari e outras surpresas.

Com a direção de Ale McHaddo (‘Amor Sem Medida’) e uma ideia interessante para o longa, a história se desvia quando começa a focar na relação pai-filha, permanecendo ali até a resolução da trama. No geral, ‘Meu Cunhado é um Vampiro’ é o tipo de comédia bobeirol que serve como uma luva para descansar a cabeça no recesso de fim de ano. Uma comédia nacional que oferece conforto ao espectador por trazer situações bem mastigadinhas. Um filme para se divertir sem exigir muito de si mesmo.

Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.
MATÉRIAS
CRÍTICAS

NOTÍCIAS