Sucesso estrondoso da década passada, a franquia Meu Malvado Favorito se tornou um fenômeno mundial. Com uma história divertida e interessante, o primeiro filme conquistou a molecada do planeta inteiro, mas não só eles. Os pais também se identificaram com as desventuras de Gru, um vilão atrapalhado que muda de lado ao adotar três garotinhas e compreender que não precisa da atenção que consegue com a vilania, contanto que seja amado por quem realmente importa.
Mais do que o Gru, seus capanguinhas amarelos e sádicos, os Minions, fizeram muito sucesso entre crianças e adultos pelo mundo, ganhando até franquia própria.
A trama supostamente acompanharia Gru (Leandro Hassum) lidando com a paternidade, mas de uma forma distinta. Isso porque ele acabou de ser pai de um bebezinho. Porém, esses desafios ficam em segundo plano porque um terrível vilão meio homem, meio barata, prometeu vingança após ser humilhado pelo meu malvado favorito em diferentes fases da vida. Bem, ao menos é isso que o filme dá a entender que retratará nos primeiros minutos.
É uma pena porque eles poderiam ter realmente trabalhado uma história ali, mas preferiram abrir mão dela para focar na galhofada, sendo que a própria franquia já provou que é possível mesclar essas duas abordagens de forma competente.
A piada parece um pouco fora de hora, dada a baixa que os Supers estão vivendo, mas é uma graça que tem seu valor. Não dá para negar.
No fim das contas, a grande decepção do filme se dá por perceber que havia uma história a ser contada ali, mas a direção optou por focar exclusivamente na comédia e acabou abrindo mão do que poderia ser um bom filme. Para piorar as coisas, há momentos que são idênticos a cenas de Os Incríveis (2004), assim como toda a dinâmica do bebê Gru Jr., o que certamente vai incomodar. No mais, o filme é bem colorido e dinâmico, então deve conseguir prender a atenção da molecadinha bem novinha, mas para os pais será complicado.
