Crítica Netflix | Como Não Esquecer essa Garota - Alexis Bledel e Zachary Levi em romance com poucas surpresas

Crítica Netflix | Como Não Esquecer essa Garota - Alexis Bledel e Zachary Levi em romance com poucas surpresas

Nota:

Um casal simpático

A perda de memória recente tem sido bastante explorada pelo cinema como um interessante artifício para desenvolver uma história de superação de obstáculos, afinal, como é acordar todo dia com a lembrança de um ontem, ocorrido alguns anos atrás? O quebra-cabeça Amnésia (2000), de Christopher Nolan, e a comédia romântica Como Se Fosse a Primeira Vez (2004), com Drew Barrymore e Adam Sandler, já nos deram o gostinho de acompanhar personagens desmemoriados e como eles agiam para se adaptarem à realidade ao redor.

Com esse mesmo escopo, Como Não Esquecer Essa Garota (Remember Sunday, 2013) é um filme feito para TV com a intenção de aquecer os corações solitários com a singela história de Gus (Zachary Levi) e Molly (Alexis Bledel). O rapaz em questão acorda todos os dias e descobre que a sua vida inteira ficou para trás e, agora, ele tem um emprego simplório e vários post-it explicativos pela casa.

Para se adaptar a sua rotina, Gus grava lembretes diários para si mesmo, tem um arquivo sobre a sua condição, e vive, de certo modo, o mesmo dia, todos os dias. Já, em outra parte da cidade, Molly é uma garçonete endividada, por conta do empréstimo estudantil para pagar a faculdade noturna, que sonha em abrir o próprio negócio: uma floricultura.




Logo de cara, Molly é apresentada como uma menina ingênua que se deixa levar pelos caras errados. Já Gus percorre o seu dia entre o trabalho numa joalheria e conversas com a irmã (Merritt Wever), o melhor amigo (David Hoffman) e o seu próprio gravador para lembrar-se dos dias deletados.

Interpretada pelos belíssimos olhos azuis de Alexis Bledel (a Rory, de Gilmore Girls), Molly é realmente apaixonante à primeira vista, mas é ela que investe no rapaz, por um motivo bobo: ele apreciou as flores com as quais ela ornou a mesa. O roteiro, portanto, a caracteriza como uma menina carente e sonhadora, mas que conquista o rapaz por se bonita.

Com um detalhe aqui e outro acolá, os dois vão se apaixonando, sendo que ele revive o sentimento todos os dias, enquanto ela está sempre desconfiada das intenções do jovem. Após alguns encontros, sempre com altos e baixos, Gus entra no dilema se deve revelar sua condição ou levar o relacionamento às cegas.

A partir dessa tomada de decisão, o filme desenvolve o questionamento sobre como o amor pode ultrapassar todas as diversidades. Afinal, Molly faz coisas incríveis por ele - como terminar um projeto de astronomia realizado por seu namorado antes de perder a memória. Como ela fez isso? O amor faz milagres.

Do outro lado, Gus indica que o coração é mais forte que o cérebro e que é possível se apaixonar todos os dias por sua namorada. Os protagonistas têm um encanto peculiar, o sorriso carismático de Zachary Levi (protagonista do seriado Chuck e vindouro super-herói do cinema- com Shazam!) combina perfeitamente com o olhar confuso de seu personagem, enquanto Alexis é um misto de doçura e encanto.

Naturalmente, a gente torce para que o casal encontre uma solução para o seu relacionamento. A história tem algumas características cômicas, mas se mantém fiel ao mito do amor romântico que ultrapassa barreiras.

Como Não Esquecer Essa Garota tem seu mérito pela escolha de elenco, mas não foge da receita de romance açucarado. Os ingredientes, no entanto, são muito bem selecionados para entreter o público e deixá-lo satisfeito com as perspectivas de ambos os personagens. Sem apelo sexual e muita melosidade, a obra segue o lema infantil “para conseguir algo, basta acreditar”.





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