terça-feira, fevereiro 20, 2024

Crítica | ‘O Chamado 4: Samara Ressurge’ foca no TERROR, mas acerta na Paródia…

Quando o primeiro filme da franquia ‘O Chamado’ estreou nos cinemas, deixou o público sem dormir à noite. Tendo estreado em 2002 aqui no Brasil, uma época em que a internet estava se firmando e a globalização estava se fortalecendo por aqui, com a gradativa substituição do VHS para o DVD, o filme que tratava de uma entidade demoníaca que passava a assombrar as pessoas a partir de uma fita VHS que, quando assistida, fazia com que a monstrengo Samara viesse atormentar a pessoa em sete dias literalmente tomou conta da juventude e das festinhas de Halloween. Agora, 21 anos depois da sua estreia, a franquia lança um novo capítulo voltando às suas origens japonesas, mas com mote fora do que já foi apresentado até agora, com o novo ‘O Chamado 4: Samara Ressurge’, que chega a partir de hoje nas salas de cinema brasileiras.

Ayaka (Fuka Koshiba) é uma garota muitíssimo inteligente, com Q.I. acima de 200. Isso significa que sua capacidade de raciocínio é muito rápida, por isso ela é chamada para participar de um programa de televisão onde, ao vivo, irá contestar a veracidade de uma fake news juntamente com Kenshin (Hiroyuki Ikeuchi), que é um guia espiritual que se vale de frases feitas para convencer o público de que ele é uma espécie de guru que consegue tratar a tudo. Só que o assunto do programa era justamente uma antiga fita de VHS que dizem ser amaldiçoada, pois quem a assiste acaba morrendo em exatas 24 horas depois. Ayaka não acredita em maldição, pois, em sua opinião, tudo pode ser cientificamente explicado. Quando, porém, um youtuber da internet (Kazuma Kawamura) que se autointitula príncipe a procura, pedindo sua ajuda, e sua própria irmã, Futaba (Yuki Yaga) acaba assistindo a fita, Ayaka vai ter que correr contra o tempo para provar que sua teoria está certa, uma vez que, mesmo não acreditando em maldições, ela está vendo uma figura sinistra persegui-la por todas as esquinas.

Foram vinte anos de terror na franquia ‘O Chamado’, e agora, quando a gente achava que não dava para fazer mais nada de inovador e que a tendência seria fazer um reboot, como as outras produtoras estão fazendo, para nossa surpresa ‘O Chamado’ simplesmente decidiu mudar do gênero do terror para a comédia, o que não necessariamente é a melhor decisão, mas definitivamente traz algo de novo a franquia já bastante explorada.

A questão é que o filme foca no terror, mas acerta na paródia, com os atores fazendo caras sérias o tempo todo mas, ao mesmo tempo, gritando escandalosamente e reagindo de maneira afetada. ‘O Chamado 4: Samara Ressurge’ nos remete às famosas paródias dos anos 2000: comparativamente, é tão bom quanto a saudosa franquia ‘Todo Mundo em Pânico’. Se essa era a intenção do diretor Hisashi Kimura, não se sabe, mas, enquanto comédia, o filme funciona bem, até por partir do princípio da pandemia para justificar os movimentos de Samara.

Considerando que ‘O Chamado 4: Samara Ressurge’ vai estrear na semana de mais um feriadão prolongado, é um ótimo pedido para a turma se reunir no cinema e se divertir às gargalhadas, uma vez mais às custas de Samara, que, dessa vez, não assusta em nada, mas com certeza vai agradar a molecada.

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