Crítica | O Grinch – Bom passatempo para as crianças, mas inferior ao filme com Jim Carrey

Crítica | O Grinch – Bom passatempo para as crianças, mas inferior ao filme com Jim Carrey

Nota:

Apesar de não ser tão conhecido no Brasil, o Dr. Seuss é um fenômeno nos Estados Unidos e teve mais de sessenta livros infantis publicados, que estão intricados na cultura norte-americana.

Com um texto repleto de metáforas e belas lições de moral escondidas em suas histórias, ele é responsável por livros como ‘Horton Choca um Ovo‘, ‘Lorax‘, ‘Como Grinch Roubou o Natal‘ e ‘O Gato da Cartola‘.

Sua adaptação mais famosa nos cinemas até hoje foi o live-action de ‘O Grinch‘, lançado em 2000 – sim, há 18 anos! Foi o primeiro livro do Dr. Seuss a ser adaptado para os cinemas, e apesar de dividir os críticos na época, conquistou o público e arrecadou incríveis US$ 345 milhões mundialmente. Com a presença de Jim Carrey impagável como o protagonista e direção de Ron Howard, se tornou o segundo filme natalino de maior bilheteria de todos os tempos, atrás de ‘Esqueceram de Mim‘.



Com a onda de revivals e remakes, a Illumination Studios decidiu criar uma animação baseada no personagem, desta vez mais fiel ao livro, e com gráficos que remetem a outros filmes do estúdio, como ‘Meu Malvado Favorito‘ e ‘Minions‘.

A história já conhecemos: O Grinch é um ser amargurado que decide destruir o Natal para ter paz e silêncio. Ele parte em busca de uma rena para ajudá-lo a tomar o lugar do Papai Noel na véspera de Natal e roubar todos os presentes das casas dos moradores de Quemlândia.

Mas quando ele conhece Cindy-Lou Quem, uma menininha alegre e super fofa, sua missão se torna mais dolorosa e difícil.

Toda a história serve como pano para mostrar para as crianças – e aos adultos – a importância da família e do amor. E o filme consegue transbordar essa mensagem de maneira muito clara e interessante com flashbacks que mostram porque o Grinch se tornou o ser amargurado que ele é. Afinal, ninguém merece passar o Natal sozinho, não é mesmo?

Tecnicamente perfeito e com gráficos belíssimos, o único problema da animação reside em seu roteiro, que carece de diálogos mais inspirados e uma trama mais bem desenvolvida, o que torna os 86 minutos de projeção muito mais longos do que eles parecem.

Os personagens não tem tanto carisma e são bastante rasos, mas talvez seja uma artifício para que as crianças possam entender a história com mais facilidade. Prova disso é que o personagem mais carismático e engraçado do filme é um cabritinho que berra, mas ele aparece em pouquíssimas cenas.

Lázaro Ramos desempenha um bom papel dublando o protagonista, na difícil missão de substituir o dublador original: Benedict Cumberbatch. Ele se sai bem no trabalho, já que temos um Grinch muito mais meigo e menos maléfico que aquele vivido por Jim Carrey.

O Grinch‘ é uma animação feita para as crianças, que pode deixar alguns adultos entediados durante sua projeção, mas vale pela linda mensagem que ele ensina e pelos momentos de diversão ao lado dos pequeninos. Ainda que não seja superior à versão de 2000, é um bom passatempo.





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