Crítica | O Paciente Perdido – Netflix Estreia Suspense Psicológico Francês de dar Nó na Cabeça

Podemos já falar “que saudade a gente estava de um bom suspense psicológico”? Talvez não seja exagero dizer isso, afinal, em um leque grande de opções que a Netflix oferece mensalmente em sua plataforma aos seus assinantes chega todo tipo de filme, porém, especificamente no gênero do suspense, a coisa fica um pouco mais restrita, pois, apesar de o streaming até ter uma gama de opções que circundam o thriller, a bem da verdade são poucos os filmes que são realmente bons nesta categoria, que fazem valer a pena o tempo investido pelo espectador. Felizmente é o caso de ‘O Paciente Perdido’, novo suspense francês que, desde a sua estreia na plataforma, tem figurado entre as primeiras posições do Top 10 da gigante do streaming.

Thomas Grimaud (Txomin Vergez) acordou no hospital. Desorientado, ele não sabe o que aconteceu para estar ali, apenas entende que há uma psicóloga tentando ajudá-lo e enfermeiros dispostos a cuidar dele. Aos poucos, Thomas entende a verdade: ele fora encontrado esfaqueado na sala de sua própria casa, e toda a sua família estava morta, assassinada na mesma noite que ele fora encontrado. Confuso e sem conseguir linkar a ordem dos acontecimentos, ao mesmo tempo em que vai fazendo fisioterapia para voltar a andar, Thomas vai tentando recuperar sua memória e lembrar o que aconteceu de fato na noite em que sua família morreu, ao mesmo tempo em que tenta descobrir o paradeiro de sua irmã, Laura (Rebecca Williams), que está desaparecida. Só que ele também precisa tomar cuidado, pois um encapuzado misterioso está rondando o hospital, à sua espreita.

Em uma hora e quarenta de duração, ‘O Paciente Perdido’ constrói um bom suspense psicológico do tipo quebra-cabeças, em que tanto o protagonista quando o espectador precisam ir encontrando os pedaços da história e juntando-os à medida em que os elementos vão sendo inseridos no enredo. O roteiro de Elodie Namer e Christophe Charrier, baseado na história em quadrinho de Timothé Le Boucher, faz um bom uso do mote criado pelo quadrinista e o adapta bem à linguagem audiovisual, exercendo a influência da iluminação com a movimentação da câmera se aproximando/afastando para corroborar o clima de tensão no ar vivida pelo protagonista cuja movimentação é limitada dada sua condição física, e que, por sua vez, se ancora na boa expressividade de Txomin Vergez, capaz de intercalar de humor tão somente com sua expressão facial.

Dirigido pelo próprio Christophe Charrier, a montagem de ‘O Paciente Perdido’ é peça fundamental para costurar os flashbacks do protagonista com o tempo presente da ficção de modo a confundir o espectador sobre a veracidade de elementos e personagens em contextos em que são apresentados. Nada é definido até que o espectador chega ao fim do filme, e é isso que buscamos em um bom suspense psicológico.

Notícias

‘Sobrenatural 6: Agora Entre Nós’ ultrapassa US$ 150 milhões nas bilheterias mundiais

Sucesso! A sequência 'Sobrenatural: Agora Entre Nós' conseguiu ultrapassar...

‘Barbie 2’ vai acontecer? Produtora da Mattel Studios responde!

Durante sua passagem pelo Toronto Film Festival, Robbie Brenner,...

David Corenswet vive jogador de futebol americano AZARÃO no trailer de ‘Mr. Irrelevant’

A Paramount Pictures divulgou o trailer oficial de 'Mr. Irrelevant', drama...

10 DICAS DE SÉRIES para transformar a noite de casal em um programão

Ter sempre anotado ótimas dicas de séries para assistir...

‘Tudo em Família’ ganhará SEQUÊNCIA com Claire Danes e Rachel McAdams

A Searchlight Pictures anunciou recentemente que a clássica comédia dramática...

Emmy Awards 2026 acontece AMANHÃ; relembre a lista de indicados à premiação!

Nesta próxima segunda-feira (14), serão revelados os vencedores da 78ª edição...
Janda Montenegro
Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.