Diddy teria criado “equipe pessoal” e vivia vida de “luxo” dentro da prisão, diz reportagem

Sean “Diddy” Combs teria levado seu estilo de vida luxuoso para dentro da prisão federal de Fort Dix, em Nova Jersey. Segundo uma reportagem do programa Dateline, da NBC News, repercutida pelo The Hollywood Reporter, o rapper contaria com um grupo de detentos para realizar tarefas pessoais em troca de dinheiro depositado nas contas de cantina dos presos.

As informações são baseadas em relatos de detentos ouvidos pela equipe da NBC News e não foram confirmadas oficialmente pelo Bureau of Prisons, órgão que não costuma comentar a situação de presos específicos.

De acordo com a reportagem, os detentos ajudariam Combs a arrumar a cama, limpar o vaso sanitário e o chuveiro, além de oferecer massagens. Alguns também teriam preparado refeições diferentes do cardápio diário da prisão.

A suposta rotina teria sido revelada em um momento delicado para o rapper, que cumpre uma pena de 50 meses por condenações relacionadas a violações do Mann Act, lei federal americana que criminaliza o transporte de pessoas através de fronteiras estaduais para fins de prostituição.

Combs chegou a Fort Dix em outubro de 2025, depois de passar mais de um ano no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn. Desde então, sua data prevista de libertação teria sofrido várias alterações, oscilando entre janeiro e junho de 2028. Atualmente, a previsão é de que ele seja libertado em 21 de janeiro de 2028.

Durante o período na prisão, o rapper entrou em um programa de reabilitação para dependência química, teria se envolvido em uma briga com outro detento e recebido punições por violações de regras internas.

A reportagem da NBC News também mencionou que um preso mostrou à equipe um perfil no Instagram que Combs supostamente usaria para se comunicar com pessoas fora da prisão. A conta não tinha foto de perfil, mas era seguida pelo representante de relações públicas do rapper.

Ainda segundo os relatos, Combs teria tido acesso regular a álcool, ao antidepressivo Remeron, a um telefone celular e a um tablet — itens que os presos não podem possuir sem autorização. O The Hollywood Reporter ressaltou que o Bureau of Prisons não comentou as alegações.

A equipe de Combs também não respondeu ao pedido de posicionamento do jornal sobre a reportagem do Dateline. Questionado sobre relatos de que o rapper teria sido colocado em isolamento após a suposta briga, o representante afirmou não conseguir confirmar a movimentação do cliente dentro da unidade.

“Não posso saber onde ele está. O Bureau of Prisons não nos mantém informados”, declarou o representante ao The Hollywood Reporter.

O rapper foi condenado após um julgamento de oito semanas realizado no verão de 2025. Ele foi considerado culpado em duas acusações de transporte com objetivo de envolvimento em prostituição, mas absolvido das acusações mais graves de conspiração para extorsão e tráfico sexual.

Após uma audiência de sentença em um tribunal federal de Nova York, na qual diversos aspectos de sua vida foram apresentados, Combs recebeu a pena de 50 meses de prisão. O rapper e seus advogados aguardam uma decisão sobre o recurso apresentado contra a sentença.

A suposta existência de privilégios dentro de Fort Dix pode complicar ainda mais a situação de Combs, que já teria acumulado infrações durante o cumprimento da pena. Até o momento, não houve confirmação oficial de que os relatos sobre funcionários pessoais, acesso a itens proibidos ou tratamento diferenciado sejam verdadeiros.

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