InícioCríticasCrítica | O Último Ato

Crítica | O Último Ato


A vida é um eterno filme ou mesmo uma eterna peça de teatro. Dirigido pelo experiente cineasta norte-americano Barry Levinson, O Último Ato é um filme que possui uma pegada a la Woody Allen que só vendo você pode perceber. Com uma atuação de gala do eterno poderoso chefão Al Pacino, The Humbling (no original) fala sobre a decadência de um famoso ator de teatro que precisa se recriar dentro de seus problemas e isso acaba gerando cenas hilárias e reflexivas onde a cada minuto que passa vamos conhecendo a fundo um dos melhores personagens do ano.

Na trama, conhecemos Simon Axler (Al Pacino), um senhor de idade, mestre dos palcos que resolve abruptamente encerrar a carreira e se dedicar a consertar sua vida pessoal, nada social. Nessa espécie de mini aventura de auto descobrimento, Axler acaba batendo de frente com a filha de alguns ex-amigos e se envolve calorosamente com ela. Esse é o início de uma série de pequenos conflitos que vão fazendo o público cada vez mais se aproximar deste belo personagem. As sessões do personagem principal com o psiquiatra via Skype são excelentes, entendemos melhor sua personalidade nesses ótimos diálogos que compõe os arcos do roteiro ao longo dos 112 minutos de fita.

O protagonista é intrigante. Al Pacino pinta e borda seu Simon Axler é um brilhante artista em plena crise e afundado em reflexões sobre todas as decisões que tomou ao longo de toda sua vida, pessoal e profissional. Encontramos um paralelo bem interessante entre esse trabalho e o atual vencedor do Oscar de Melhor Filme Birdman. A profissão de ator não é fácil, altos e baixos acontecem mas sempre o objetivo é a volta por cima.



Estar no palco era como estar em casa. Há muitas perdas que você pode superar, mas seu ofício? Acompanhamos detalhadamente cada situação que se envolve o protagonista, suas mágoas e seus desejos mais profundos, sempre em busca da arte do recomeçar. Não adianta o brilhantismo, você precisa estar preparado. Esse é o grande desafio que acompanha a trajetória desse fabuloso personagem brilhantemente interpretado por um dos atores mais fantásticos que já atuaram nas telas de cinema mundo à fora, Al Pacino.

Artigo anterior
Próximo artigo
Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.
MATÉRIAS
CRÍTICAS

NOTÍCIAS