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Crítica | Patrulha Canina: Super Filhotes – Três Aventuras dos Doguinhos Agora na Telona!


Conquistando o público desde 2003, quando estreou na TV fechada pelo canal Nickelodeon, o desenho animado com o grupo de cachorrinhos fofinhos, super bem-educados e que são amigos da comunidade ganha agora um formato de longa-metragem nas telonas de todo o país. Maaaas, a grande surpresa é que o filme não conta somente uma história, mas sim TRÊS!

Apresentados pela simpática duplinha Lorena Queiróz e Pedro Miranda, as aventuras são: ‘Super Filhotes’ (de 2018, com 1 hora de duração), ‘Monstro do Pântano’ (com aproximadamente 30 minutos) e ‘Cometa’ (com cerca de 20 minutos). A escolha acertada da produção em colocar os atores mirins intercalando as aventuras dos bichinhos permite não só a interação do público infantil com a aventura recém vista, como também dá a oportunidade dos adultos levarem as crianças ao banheiro sem que os pimpolhos percam alguma coisa da história.



Na aventura principal e inédita, o Prefeito Humdiger decide que quer ser o primeiro prefeito a pisar na Lua, e, nessa tentativa, acaba fazendo com que um meteoro caia na Baía da Aventura. A Patrulha Canina é chamada para cuidar do meteoro, mas, ao se aproximarem, acabam ganhando super-poderes , e, com isso, Skye passa a voar, Rocky consegue criar ferramentas em holograma, Chase fica super veloz, Rubble fica extremamente forte, Marshall controla o fogo e o calor, Everest congela tudo e Zuma manipula a água. Com as novas características, os filhotinhos tentam botar ordem na comunidade, com muitas referências a Avengers, Batman e outros símbolos geeks.

Já na segunda aventura, a Prefeita Goodway e sua família decidem fazer um passeio pelo pântano (com direito a falas como “nossa, esse passeio pelo pântano está tão agradável!”, o que arranca boas risadas), mas são surpreendidos por um monstro! Imediatamente a Patrulha Canina é chamada para salvar o grupo e cuidar da criatura não identificada.

Para encerrar, a historinha final aborda a tentativa de se instalar um observatório com uma enorme luneta na Baía da Aventura, para que a comunidade pudesse observar  um cometa que passaria por ali naquela noite, porém, o Prefeito Humdiger decide que irá pegar o observatório para si, e, no caminho, se mete em confusão. Para tranquilizar a comunidade, a Patrulha Canina é chamada para o resgate.

A direção de Charles E. Bastien consegue entregar um filme redondinho, no formato que os pimpolhos estão acostumados na televisão, com todos os clichês necessários para a criação de uma atmosfera simpática e reconhecível ao público infantil. Todos os filhotes mantêm suas características, os jargões típicos como “nenhum pântano é tão assustador nem nenhum filhote é tão pequeno” estão presentes e a identidade visual da animação dá o arremate principal para tornar esse projeto de longa-metragem um sucesso garantido. E, sim, vai divertir os adultos também.

Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.
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