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Crítica | Pretty Little Liars: Pecado Original – Reboot da Franquia Homenageia Clássicos do Terror e sabe ASSUSTAR!


Você já ouviu falar da sériePretty Little Liars’. Há pouco mais de uma década a história do desaparecimento da jovem Alisson fez com que suas então amigas entrassem em um ciclo espiralado e viciante de intrigas e mentiras. Baseado na série de onze livros juvenis de Sara Shepard, a série audiovisual deu estrelato a jovens atrizes que alavancaram suas carreiras a partir daí – Lucy Hale, Shay Mitchell, Ashley Benson, Sasha Pieterse e Troian Bellisario –, gerou uma multidão de fãs e inspirou novos spin-off – ‘Pretty Little Liars – The Perfectionists’ – e reboot, ‘Pretty Little Liars: Pecado Original‘ – que chega essa semana em formato original na HBO Max.

Imogen (Bailee Madison) está grávida. Quando sua melhor amiga Karen (Mallory Bechtel) chega à sua casa e entrega uma carta à mãe dela, a mulher fica abalada e, momentos depois, é encontrada morta na sua banheira, ao mesmo tempo em que Karen acusa Imogen de ter beijado seu namorado, Chip (Carson Rowland) em sua festa. Sozinha e órfã, Imogen vai morar na casa de Tabby (Chandler Kinney), pois a mãe desta fora amiga de sua falecida mãe. Só que Karen não vai deixar barato a afronta, e a jovem, que quer ser a rainha da escola, inferniza a vida de todos e todas, incluindo sua ex-melhor amiga na lista de desavenças. É assim que Imogen acaba travando amizade de sobrevivência não só com Tabby, mas também com Mouse (Malia Pyles), Noa (Maia Reficco) e Faran (Zaria). O que elas não imaginam é que boa parte das violências que estão acontecendo com elas na escola talvez não tenha a ver com Karen, e sim com um terrível segredo do passado que suas próprias mães esconderam e nunca falaram a respeito.



A estrutura de ‘Pretty Little Liars: Pecado Original’ é bastante similar aos formatos anteriores já apresentados ao público, de modo que os fãs irão facilmente reconhecer como o enredo irá se desenvolver. Se por um lado essa familiaridade é legal, por outro demonstra o quanto o plot está um pouco desgastado, tentando se reinventar para mais uma geração de espectadores que consumirão o produto. Esperamos que os produtores não estendam a história para que ela não se perca como a série original.

Apesar da mesmice narrativa, ‘Pretty Little Liars: Pecado Original’ traz um chamariz delicioso, que é seu grande ponto forte: a série presta tributo aos clássicos de terror do audiovisual. Em todos os episódios é possível ver influências ou citações a produções como ‘Pânico’, ‘Halloween’, ‘A Mão Que Balança o Berço’, entre outras. Essas inserções aparecem de forma orgânica no roteiro de Roberto Aguirre-Sacasa, ainda que por vezes dê uma forçadinha, destacando a personagem Tabby como a grande especialista no assunto (e mais carismática do que a protagonista).

Com dez episódios de pouco mais de cinquenta minutos, ‘Pretty Little Liars: Pecado Original’ não traz exatamente algo original, mas reformado, e inclui mais diversidade no elenco, com atrizes negras, latinas e não binaries. Ao traçar um paralelo entre os anos 1980 (período dos acontecimentos das mães) e o tempo atual (tempo das adolescentes), a diretora Lisa Soper faz uma ponte entre os clássicos do terror para o público de hoje, e, por isso, já vale o seu tempo.

Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.
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