Crítica | ‘Resgate em Grande Altitude’ – Um filme de ação sem sal que não nunca encontra a emoção

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CríticasCrítica | ‘Resgate em Grande Altitude’ – Um filme de ação sem sal que não nunca encontra a emoção

Sabe aquele arroz que vamos provar e tá sem sal? Acho que essa analogia vale para o novo Top 1 do Prime Video, o longa-metragem Resgate em Grande Altitude, que promete ação desenfreada e fortes contextos dramáticos, mas entrega um filme sem emoção em cada uma dessas questões.

Dirigido pelo cineasta neozelandês Martin Campbell – responsável por filmes como o ótimo Cassino Royale e o terrível Lanterna Verde –, a obra busca inserir o caos de uma ação violenta através de uma dinâmica entre irmãos. O problema começa pela falta de contextualização, seguindo para os personagens completamente apáticos e chega-se até um discurso que acaba não fazendo muito sentido, forçando uma protagonista com habilidades de combate ao posto de heroína da maneira mais mirabolante possível.

Joey (Daisy Ridley) é uma ex-militar britânica que atualmente ganha a vida limpando vidros de um arranha-céu de Londres. Sua vida sempre foi recheada por situações conflituosas no âmbito familiar e, com o passar do tempo, busca construir uma relação melhor com Michael (Matthew Tuck), seu irmão autista. Durante um dia de trabalho, um grupo de ativistas comandados por Marcus (Clive Owen) invade o prédio onde ela trabalha e faz magnatas de uma empresa de energia como reféns. Com a polícia sem saber o que fazer para impedir a ação, Joey se torna peça fundamental para tentar resolver a situação.

No início, até tenta-se criar alguns elos para serem desenvolvidos mais à frente: Questões climáticas, possibilidades de críticas contundentes aos bastidores do poder, pena que nada disso avança. O que fica em evidência, mesmo de forma superficial, é a relação entre os irmãos, algo que acaba sendo deixado de lado quando a ação criminosa atropela as sequências. Assim, a ordem dos acontecimentos começa a ficar sem sentido, como se uma pitada de cada subtrama fosse suficiente para tornar a narrativa coesa e fluida – algo que não acontece.

Nesse festival de cenas genéricas, em uma tentativa de um espetáculo artificial repleto daquelas mentirinhas que lutam com a nossa paciência e utilizando os perigos da altura para criar um clima de tensão – que não se sustenta –, vamos embarcando em um filme de ação completamente apático, que nunca encontra a emoção.

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Raphael Camacho Crítico de Cinema
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.

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