A chegada de ‘Dark Horse‘ aos cinemas brasileiros pode enfrentar obstáculos antes mesmo de ganhar uma data oficial de estreia.
Segundo informações divulgadas por Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo, as principais redes exibidoras do país não estariam demonstrando interesse em incluir o longa em sua programação.
Nos bastidores, as justificativas seriam tanto comerciais quanto operacionais. A avaliação inicial de executivos do setor é de que o filme pode encontrar dificuldades para atrair público suficiente e registrar um desempenho expressivo nas bilheterias nacionais.
Além da preocupação financeira, existe também um receio relacionado ao impacto da polarização política. Redes de cinema avaliam que a exibição do longa poderia gerar manifestações ou confrontos entre apoiadores e opositores de Jair Bolsonaro nas entradas dos complexos, criando um ambiente que afetaria a circulação de espectadores e prejudicaria o desempenho de outros títulos em cartaz.
A situação teria aberto um novo debate nos bastidores sobre o melhor momento para lançar o projeto no país.
De acordo com a publicação, aliados de Flávio Bolsonaro defendem que seja realizada uma pesquisa qualitativa para medir os efeitos da estreia antes ou depois do período eleitoral. O objetivo seria entender se o lançamento poderia ampliar discussões públicas em torno do longa e gerar desgaste político.
O tema ganhou ainda mais repercussão após ‘Dark Horse‘ passar a ser associado ao caso envolvendo o Banco Master. A conexão veio à tona depois que o The Intercept Brasil revelou gravações nas quais Flávio Bolsonaro cobraria parcelas atrasadas relacionadas ao patrocínio do filme.
Inicialmente, o senador havia negado qualquer financiamento vindo de Daniel Vorcaro. Posteriormente, reconheceu a autenticidade dos áudios, mas declarou que os pagamentos feitos pelo ex-banqueiro preso ocorreram dentro da legalidade, em caráter privado e sem qualquer contrapartida.
Até o momento, o futuro de ‘Dark Horse‘ no circuito nacional permanece indefinido.

O longa é estrelado por Jim Caviezel (‘A Paixão de Cristo’), além de Esai Morales (‘Missão: Impossível – O Acerto Final’), Lynn Collins (‘John Carter – Entre Dois Mundos’) e Felipe Folgosi.
Cyrus Nowrasteh assume a cadeira de direção. Mário Frias, Secretário Especial da Cultura durante a gestão Bolsonaro, ficou responsável pelo roteiro.




