A Disney iniciou uma nova rodada de demissões enquanto tenta reduzir custos sob o comando do recém-empossado CEO Josh D’Amaro. Segundo informações exclusivas do Deadline, os cortes devem atingir cerca de 200 funcionários, principalmente das áreas de tecnologia e recursos humanos.
Embora o número seja menor do que o registrado nas duas rodadas anteriores realizadas em 2026, a nova redução aumenta a tensão entre os funcionários da companhia e em Hollywood. As divisões de televisão e de cinema, por outro lado, não teriam sido afetadas nesta etapa.
A área Disney Entertainment Television deve passar por uma grande reestruturação sob o comando de Debra O’Connell, mas não foi incluída nos cortes atuais. O estúdio cinematográfico da empresa também teria sido poupado, conforme fontes ouvidas pelo Deadline.
A Disney tinha 231 mil funcionários no fim do ano fiscal de 2025. Desse total, 172 mil trabalhavam nos Estados Unidos e 59 mil estavam em outros países. Por causa das operações de parques e resorts, 16% dos funcionários eram contratados em regime parcial e outros 8% ocupavam vagas sazonais.
A nova rodada de demissões acontece pouco depois da Disney oferecer um programa de aposentadoria voluntária antecipada a funcionários com cargo de diretor ou superior. Para participar, era necessário ter pelo menos 50 anos e estar na empresa há uma década ou mais.
O período de espera para os funcionários que aceitaram a proposta terminou no último fim de semana. Segundo fontes do Deadline, programas desse tipo costumam anteceder cortes involuntários de pessoal.
A possibilidade de novas demissões já circulava internamente desde 18 de setembro, quando Horacio Gutierrez, diretor jurídico e de Assuntos Globais da Disney, enviou um memorando aos funcionários de sua divisão.
No documento, obtido pelo veículo de imprensa, Gutierrez alertou que seriam necessárias “decisões difíceis” envolvendo investimentos em pessoal e afirmou que o departamento se tornaria “uma organização muito menor”. O executivo também mencionou um processo de transformação que incluiria a automação de determinados fluxos de trabalho, com o uso de novas tecnologias.
Desde que assumiu o cargo de CEO no lugar de Bob Iger, em março, D’Amaro já supervisionou diferentes ciclos de demissões. Em abril, aproximadamente mil posições foram eliminadas. Em julho, outras centenas de vagas foram cortadas, principalmente na Pixar e na National Geographic.
Apesar de representar mais um golpe para Hollywood, a nova rodada é menor do que os cortes realizados após o retorno de Bob Iger à Disney, em 2022. Entre 2023 e 2025, cerca de 8 mil funcionários foram demitidos, ajudando a companhia a economizar US$ 7,5 bilhões — valor muito acima das previsões iniciais.
A Disney ainda não divulgou oficialmente o número exato de funcionários afetados pela rodada mais recente nem informou se novos cortes poderão ocorrer nos próximos meses.


