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Donald Trump endossa POLÊMICO comercial da American Eagle e sai em defesa de Sydney Sweeney


O comercial da American Eagle estrelado por Sydney Sweeney, que faz um trocadilho com “genes” e “jeans”, ultrapassou os limites da publicidade e foi parar no centro de um embate político-cultural nos Estados Unidos que, agora, chamou a atenção do presidente Donald Trump.

O comercial, que mostra Sweeney falando sobre genética de forma bem-humorada — “Genes são passados de pais para filhos, determinando coisas como cor dos olhos ou cabelo. Meus jeans são azuis.” — fez alguns críticos acusarem a marca de reforçar ideais eurocêntricos e de beleza excludente, por escolher uma mulher branca, magra e loira como símbolo dos “melhores genes da América”.

Não demorou muito até que esse conflito entre grupos de direita e de esquerda atraísse a atenção de Trump, um nome muito ativo nas redes sociais, endossando a campanha feita pela marca e defendendo a atriz – que também se tornou alvo de críticas, principalmente após os internautas descobrirem sua filiação ao Partido Republicando (o mesmo do atual presidente).



“Sydney [sic] Sweeney, uma filiada Republicana, tem o comercial mais quente do momento. É para a American Eagle, e os jeans estão ‘voando das prateleiras'”, ele escreveu em sua conta na plataforma Truth Social“Pegue eles, Sydney [sic]”.

Confira o comercial:

A apresentadora conservadora Megyn Kelly também se pronunciou, defendendo Sweeney e criticando o que chamou de “a loucura da esquerda”:

“Ela está sendo chamada de supremacista branca porque fez um comercial de calça jeans. Isso é uma propaganda de jeans, não supremacia branca. Eles estão revoltados porque querem decidir quem pode ou não ser o rosto dos ‘melhores genes’ da América”, declarou em seu programa.

Kelly argumentou que o anúncio claramente se refere ao corpo de Sweeney — algo que a atriz já tornou marca registrada em campanhas anteriores — e que as reações mostram uma intolerância da esquerda em aceitar qualquer representação que não esteja alinhada a suas pautas.

Enquanto o comercial continua circulando com alto engajamento nas redes sociais, o debate reacende uma velha polarização cultural entre representatividade, padrões de beleza e liberdade de criação na publicidade. E agora, com a Casa Branca e comentaristas políticos entrando na discussão, a campanha da American Eagle acabou se tornando um inesperado símbolo da guerra cultural americana.

Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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