sábado, fevereiro 7, 2026
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Electra Heart | As 5 melhores músicas do icônico álbum de Marina Diamandis





Há um certo teor emblemático que permeia toda a construção identitária de Electra Heart, o segundo álbum de estúdio de Marina Diamandis (ou, como ela era conhecida em suas primeiras incursões na música, Marina and the Diamonds).

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Apesar de ter sido recebida com pé frio pela crítica internacional, o compilado de originais se tornou um dos favoritos dos fãs (senão a produção mais elogiada pelo público) e apresentou um lado novo de Marina, mergulhando em temas que abordavam feminismo, empoderamento e a necessidade de ser quem você é, sem abandonar suas próprias peculiaridades e sem se esquecer de onde vinha – ou seja, de um espectro sonoro mais manufaturado e menos mainstream.

De qualquer forma, foi com Electra Heart que a cantora e compositora começava a calcar um nome conhecido mundialmente: além de ter alcançado o primeiro lugar nas paradas britânicas, ela também alcançou sua melhor posição nos Estados Unidos, gerando os singles “How to Be a Heartbreaker”“Primadonna”, que até hoje são tocadas nas baladas e nas festas. Apostando na construção de um alter-ego que marcaria sua carreira, é impossível não compreender como o disco foi importante para Diamandis.

Pensando nisso e celebrando o recente décimo aniversário do CD, montamos uma breve lista separando as 5 melhores músicas do álbum, explicando a vocês o motivo de as termos escolhido.

Confira abaixo e conte para nós qual a sua favorita:

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5. “BUBBLEGUM BITCH”

O álbum não poderia ter abertura melhor que a agressividade frenética de Bubblegum Bitch”. A música, como sempre trazendo os melhores vocais de Marina e uma fusão diferenciada dos acordes pulsantes da guitarra e de um sutil sintetizador, nos introduz ao seu alter-ego Electra Heart após um relacionamento fadado às ruínas, além de abrir espaço para o restante das canções. É digno de nota dizer que essa abertura, mesmo trazendo algumas falhas estruturais na transição ao refrão, é um ótimo e explosivo começo.

4. “TEEN IDLE”

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Em Electra Heart, são as entradas mais intimistas que roubam os holofotes de forma instantânea, incluindo por uma das melhores tracks do compilado – Teen Idle”, um hino sobre sonhos perdidos e um futuro destroçado, que entra em uma catártica contradição com o suave ritmo. Ela até mesmo ganha mais importância quando serve de base para o emocionante ápice, podendo dizer que seja um dos melhores da carreira de Marina, ainda mais pela honestidade com a qual a faixa é construída.

3. “HOW TO BE A HEARTBREAKER”

O último single de Electra Heart definitivamente não poderia ficar fora da nossa lista. Apesar de Marina já ser conhecida entre seus fãs com músicas predecessoras, foi “How to Be a Heartbreaker” que deu a ela fama mundial e a colocou no centro dos holofotes. A canção, escrita com exímia pela performer e contando com a produção de Dr. Luke, coloca um ponto final em todo o desespero sentido pela artista ao mesmo tempo que reinicia um ciclo inquebrável.

2. “LIES”

“Lies” não entrou como música promocional, mas certamente conquistou os ouvintes com sua produção impecável e com uma mixórdia de gêneros bastante interessante e fora do que Maria já havia nos apresentado. Com batidas que relembram o electro-pop, ela faz um uso incrível de sua potência vocal, alcançando um crescendo que logo quebra em um belíssimo grave – e mais: ela arquiteta uma declaração de decepção tocante que nos leva para a segunda música.

1. “VALLEY OF THE DOLLS”

Nenhuma outra música poderia ocupar o primeiro lugar da nossa lista além de “Valley of the Dolls”. Apesar de não ser um single oficial, a canção reúne todos os diversos elementos explorados por Marina na psicodélica jornada de Electra Heart. O escopo neo-futurista da construção fonográfica é respaldado pelas múltiplas camadas vocais que se espalham pela faixa, criando uma inesperada coreografia musical e uma narrativa que a coloca no centro de uma Torre de Babel, procurando encontrar a si mesma e se afastar da perdição completa.

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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