Especial ‘Toy Story’ | ‘Toy Story 3’: uma OBRA-PRIMA cinematográfica

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DestaqueEspecial 'Toy Story' | 'Toy Story 3': uma OBRA-PRIMA cinematográfica

Quando pensamos em excelência cinematográfica, a franquia ‘Toy Story’ cumpre todos os requisitos. Tendo início em 1995 como carro-chefe da Pixar (e o primeiro capítulo de um grandioso império fílmico), a animação chamou a atenção dos críticos e do público por seu estilo único, pela profunda e original narrativa e pelas inovações tecnológicas que trouxe ao gênero – e que seriam remodelados por incontáveis outros estúdios até os dias de hoje. Quatro anos mais tarde, os executivos da companhia deram origem a uma sequência de aclame idêntico, ‘Toy Story 2’, que expandiu esse universo da melhor maneira possível e eternizou o projeto como um dos mais únicos da sétima arte.

O período pós-1999 da Pixar foi marcado por incontáveis produções ovacionadas pelos especialistas e pelos espectadores, incluindo ‘Monstros S.A.’ (que integrou o grupo de indicados à primeira edição do Oscar que contou com a categoria de Melhor Animação), ‘Procurando Nemo’, ‘Os Incríveis’, ‘Ratatouille’ e ‘WALL-E’. Em 2010, a Pixar resolveu revisitar a icônica franquia com o lançamento de um terceiro capítulo: ‘Toy Story 3’, dessa forma, chegou aos cinemas e causou um impacto imensurável no cenário do entretenimento – tornando-se a primeira entrada da franquia a conquistar o Oscar (além de ter conquistado uma indicação à categoria de Melhor Filme e de Melhor Roteiro Adaptado) e a primeira do estúdio a ultrapassar a marca de US$1 bilhão nas bilheterias.

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Diferente das iterações anteriores, a trama dá um salto temporal (o que faz sentido, considerando o hiato de onze anos entre um longa e outro) e nos apresenta a um Andy de dezoito anos, pronto para ir para a faculdade. Com outras responsabilidades em mãos, o rapaz resolve guardar seus inseparáveis brinquedos no sótão, decidindo levar consigo apenas Woody (Tom Hanks), o primeiro brinquedo que teve. Todavia, a mãe de Andy acidentalmente os manda para o lixo – e, após escaparem, eles se juntam a Barbie (Jodi Benson) na caixa de doações, indo parar em uma creche chamada Sunnyside.

Woody, querendo garantir a segurança e a nova vida dos amigos, os acompanha até a creche, mas resolve não ficar lá, visto que Andy o levará para a faculdade. Entretanto, o que começa com um sonho logo se transforma em um pesadelo quando Buzz (Tim Allen), Jessie (Joan Cusack), Rex (Wallace Shawn), Slinky (Blake Clark, substituindo o saudoso Jim Varney) e os outros se veem no centro de uma artimanha que coloca os brinquedos novos à mercê de crianças sem quaisquer escrúpulos – que praticamente os destroem assim que as portas se abrem para mais um dia.

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O que eles não imaginavam é que todo esse plano funciona como o modus operandi de Lotso (Ned Beatty), um ursinho de pelúcia com cheiro de morango que posa como um amigável guia e companheiro, mas na verdade é um vingativo e autoritário líder que não ousa ser desafiado por ninguém – e que comanda a creche com mãos de ferro ao lado de seus comparsas, incluindo Ken (Michael Keaton), por quem Barbie se apaixona. Woody, voltando para casa, acaba sendo resgatado por uma garotinha chamada Bonnie e, ao conhecer outros brinquedos, descobre a verdade por trás de Sunnyside e de Lotso, prontamente retornando à perigosa creche para salvá-los.

Para o terceiro capítulo da franquia, John Lasseter cede espaço para Lee Unkrich assumir a cadeira de direção – e ele não apenas honra o legado dos filmes anteriores, como consegue expandir ainda mais esse vibrante e envolvente universo, entregando mais uma obra-prima da animação e não pensando duas vezes antes de nos levar em uma montanha-russa de emoções e estilos. Responsável também pela história ao lado de Andrew Stanton, Lasseter e o roteirista Michael Arndt, o realizador constrói uma apoteótica jornada coming-of-age que encerra a “Saga de Andy” (afinal, diferente do que imaginávamos, um quarto filme chegou aos cinemas em 2019).

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Unkrich e Arndt criam um espetáculo visual que mistura diversos tipos de narrativa, desde clássicos de espionagem até dramas existencialistas, pincelando a estrutura com suspense, ação e, é claro, comédia. Não apenas isso, a dupla dá origem a um dos melhores e mais odiados vilões do século na sétima arte, Lotso, sem colocá-lo nos maniqueísmos do bem e do mal e tecendo uma história de origem focada no abandono, tal qual o mineiro Pete em ‘Toy Story 2’, elevando sua frustração e seu trauma à enésima potência e a ponto de transformá-lo em um ditador fascista cuja necessidade de ser amado se transmutou em um desejo insaciável de poder e de controle.

Contando com uma das cenas mais emocionantes e quase trágicas da franquia – a infame sequência do incinerador de lixo, para aqueles que não se recordam -, ‘Toy Story 3’ é mais uma entrada irretocável não só ao panteão da franquia, mas ao universo Pixar e ao escopo animado, mostrando que, mesmo quinze anos depois de seu início, ‘Toy Story’ permanece com um legado inabalável que merece ser apreciado e respeitado em sua completude.

Lembrando que o filme está disponível no catálogo do Disney+.

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Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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